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OBJETO
DE DESEJO
Com a tradução de Cecília Prada, o romance histórico de Roberto Graves, baseado na autobiografia de Tibério Cláudio, Imperador dos Romanos, nascido em 10 a.C., assassinado e declarado deus em 54 a.D., editado pela A Girafa, apresenta-se em dois volumes: Eu, Cláudio e Cláudio, O Deus*. A primeira parte dessa história notável, que descreve a grandeza e os horrores do Império Romano, vai enredar o leitor desde a primeira linha.
Falando dos gloriosos dias de Augusto, das crueldades de Tibério, ou da divinizada insanidade de Calígula, Cláudio formou uma história capaz de nos fazer perder o fôlego, e que é repleta de assassinatos, cobiça e loucura. A sua voz, às vezes perplexa, às vezes pesarosa, mas sempre lúcida, fala-nos, ao longo dos séculos, em seus dois grandes e clássicos romances históricos, esmiuçando todas as oscilações do seu destino, seu desastroso caso de amor com a depravada Messalina, e o seu surpreendentemente bem-sucedido reinado.
“CLAU-CLAU-CLÁUDIO, o gago, era conhecido como um bufão e um tolo digno de piedade, mas seu propósito foi ficar observando dos bastidores e registrando todas as peculiaridades, grotescas, violentas, lascivas, dos membros da Casa Imperial, na sua incontrolável disputa pelo poder. Então, um dia – ele próprio foi feito Imperador”, narra o escritor.
Robert Graves, foi descrito pelo Times — quando de sua morte em 7 de dezembro de 1985 — da seguinte forma: “Ele será lembrado pelas suas realizações como um estilista da prosa, um romancista histórico e um memorialista, mas acima de tudo como o grande paradigma do poeta dedicado, o maior poeta de amor da língua inglesa, desde Donne”.
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