FAHRENHEIT 451: A GRAFIC NOVEL - 1ªED.(2011)
EDITORA : Globo| Saiba Mais…
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OBJETO
DE DESEJO
Fahrenheit 451 (160 pp.) é uma das maiores obras-primas de ficção científica de todos os tempos (ou seria, se se tratasse, de fato, de ficção científica). E ganha agora uma versão em quadrinhos de altíssimo nível gráfico por Tim Hamilton – autorizada e avalisada por Ray Bradbury na introdução – para o selo Globo Graphics. Além da qualidade gráfica, o texto, com a impactante narração do personagem principal (aqui em tradução de Ricardo Lísias), é diretamente calcado na novela original. Comparem-se as frases de abertura: “Queimar era um prazer. Era um prazer especial ver as coisas serem devoradas, ver as coisas serem enegrecidas e alteradas”; “Era um prazer atear fogo.
Era um prazer especial ver as coisas sendo consumidas, ver as coisas escurecendo e mudando de forma...”. Fahrenheit 451 é, na verdade, uma obra de ficção política, uma distopia, ou antiutopia, na linha e na linhagem do 1984 de Orwell e do Admirável mundo novo de Huxley (com os quais forma a grande tríade das distopias literárias do século XX). 451 graus Farenheit, ou 233 graus Celsius, é a temperatura de combustão do papel comum. Logo, dos livros. E os livros são os instrumentos que “incendeiam” as ideias. A sociedade de Fahrenheit 451, porém, é uma sociedade que preza acima de tudo a paz.
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