THE NEW YORKER CARTOONS: GATOS - 1ªED.(2009)
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OBJETO
DE DESEJO
Sim, eles são bem diferentes dos cachorros. Arredios, introvertidos, avessos a manifestações intensas de apreço pelo ser humano, só quando lhes apraz pedem e oferecem carinho, em geral enroscando-se na perna da gente, a ronronar e ondular lentamente o rabo, se satisfeitos com o cafuné. Bajular é um verbo ausente do dicionário dos gatos. Independentes e rebeldes por natureza, só fazem o que querem - e quando querem.
Desde sua primeira aparição na New Yorker – num cartum de John Held Jr, publicado na edição de 17 de outubro de 1925, com cinco siameses se estranhando num beco de Chinatown – o gato nunca perdeu o posto de segundo maior xodó do reino animal. O primeiro sempre foi o cachorro, beneficiado pela milenar fama de “o melhor amigo do homem” e, sobretudo, pelo fato de as pessoas gostarem mais de ficção que de versos. Cachorro é prosa, gato é poesia.
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