GULA GULA: COZINHA CARIOCA
produto indisponível
OBJETO
DE DESEJO
Em 1984, Fernando De Lamare, carioca típico da Zona Sul do Rio, abria no Leblon, na rua Rita Ludolf, o primeiro Gula Gula, um pequeno espaço que acenava com uma cozinha e proposta até então inéditas: um cardápio pós-(ou pré-)praia, onde se comia a caminho do mar. Ou de volta para casa. Saladinhas leves, pratos tipicamente cariocas, como o picadinho com ovo poché, em cartaz até hoje. Sou testemunha do sucesso que a casa causou. Era única na cidade, daí a turma (e me incluo nela) baixava em peso ali, naquela pequena loja no Leblon.
Três décadas depois, com o patriarca já ausente, seu filho Pedro de Lamare e a neta e chef Nanda tocam a rede de 17 lojas e um movimento na casa das 160 mil pessoas circulando mensalmente por suas filiais espalhadas pelo Rio. O Gula Gula virou um holding (imagina…) com seus dois novos sócios, Duda Daniel e Patrícia Wiethaeuper. No fim do ano passado, o trio montou uma cozinha experimental em um simpático imóvel no fim de uma vila no Jardim Botânico. Ali, além dos ensaios nos fogões (“O Gula não tem este compromisso com as novidades. O cliente vai ali para comer o de sempre”, diz Pedro), eles treinam seu pessoal e concentram toda a parte administrativa dos Gulas. Afinal, são muitos. Para quem testemunhou o nascimento do Gulinha do Leblon, endereço descompromissado e carioca como poucos, dá certo orgulho ver o crescimento e a solidez da rede, que tem o mérito de conseguir manter intactos sua carioquice e seu espírito praiano, mesmo que esteja longe da orla. Não é boteco, não é alta gastronomia: é comida do Rio, que tem a cara de quem vive ou circula por aqui… Preservar isso por trinta anos, convenhamos, não é pouco.
Leia mais…