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Um dos grandes críticos literários do Brasil, Roberto Schwarz nasceu em Viena, na Áustria, em 1938. Estudou ciências sociais e letras nas universidades de São Paulo, Yale e Paris. Ensinou teoria literária na Universidade de São Paulo e na Universidade Estadual de Campinas. Uma das vozes mais incisivas do ensaísmo brasileiro, escreveu duas obras clássicas sobre Machado de Assis: Ao vencedor as batatas (1977) e Um mestre na periferia do capitalismo (1990). Outros ensaios seus estão reunidos em A sereia e o desconfiado (1965), O pai de família (1978), Que horas são? (1989), Duas meninas (1997) e eqüências brasileiras (1999). |
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Adriana Lunardi (1964, Xaxim, Santa Catarina) é escritora, além de editora e roteirista do programa de TV Expedições. Publicou, em 1996, a reunião de contos As meninas da Torre Helsinque. Com Vésperas (2002), comprovou a originalidade apontada em sua estréia ao criar personagens que vivenciam a morte ou o momento da morte de escritoras como Clarice Lispector, Dorothy Parker e Virginia Wolf.
Em Corpo estranho (2006), sua primeira incursão no romance, Adriana retoma o tema através de duas personagens radicalmente distintas que, à sua maneira, tecem reflexões a respeito da efemeridade da vida. |
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Chimamanda Ngozi Adichie (1977, Abba, Nigéria) é nome de proa da literatura africana. Aos dezenove anos Adichie mudou-se para os Estados Unidos, onde foi bolsista na Universidade de Princeton. Purple Hibiscus (2003) e Half of a Yellow Sun (2006), pelo qual venceu o Orange Prize de 2007, têm como tema a guerra em Biafra, que entre 1967 e 1970 matou mais de 1 milhão de pessoas. Crítica da forma como a imprensa costuma tratar a África, Chimamanda mostra que a insistência na imagem do africano despossuído e carente esconde uma parcela expressiva e atuante da população, cuja voz merece ser ouvida com mais freqüência. |
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Rodrigo Naves (1955, São Paulo) é crítico de arte, professor e escritor. Um dos pioneiros no debate sobre artes plásticas no Brasil, firmou-se como uma das vozes mais consistentes da crítica cultural no país. Publicou diversas monografias sobre artistas plásticos, como Amílcar de Castro (1997), Nelson Félix (1998), Goeldi (1999) e Carlito Carvalhosa (2000), além de Forma difícil (1997), série de ensaios sobre arte brasileira que se tornou marco nos estudos do gênero. Em 1998, estreou na ficção com O filantropo, coleção de pequenos contos interligados, e desde então sua produção ficcional tem sido publicada em revistas como Ácaro e Piauí, entre outras. O recente O vento e o moinho (2007) reúne ensaios seus sobre artes plásticas. |
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Elisabeth Roudinesco (1944, Paris) ativa participante da vida social e política de seu país, a autora defende o potencial emancipador da psicanálise e relativiza o tratamento individual, que considera conservador.
Também condena a cultura farmacológica e defende o uso de medicamentos apenas como auxílio no tratamento através da palavra. É autora de mais de vinte livros, entre os quais os dois volumes da História da psicanálise na França (1994), o Dicionário de psicanálise (com Michel Plon) (1997), o ensaio A família em desordem (2002) e O paciente, o terapeuta e o Estado (2004), entre outros. No Brasil, acaba de lançar A parte obscura de nós mesmos |
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Lorenzo Mammì (1957, Roma) é crítico de arte e doutor em filosofia pela usp, onde dá aulas de filosofia medieval e durante treze anos lecionou história da música. Radicado no Brasil desde 1987, publicou dezenas de artigos e escreveu dois livros: Volpi (2002), que combina pesquisa e crítica sobre a produção do pintor Alfredo Volpi, e Carlos Gomes (2001), uma análise minuciosa das obras do compositor. Também organizou os livros Carlito Carvalhosa (2000), Três canções de Tom Jobim (2004) e as edições brasileiras de Vida de Rossini (1995), de Stendhal, e de Clássico anticlássico (1999), de Giulio Carlo Argan. |
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Xico Sá (1963, Crato, Ceará), jornalista e escritor, cresceu no Recife e hoje vive em São Paulo. É colunista da Folha de S.Paulo e escreve para as revistas Trip e tpm, entre outras. Também é colaborador da banda Mundo Livre s/a, uma das fundadoras do movimento Manguebeat. Boêmio convicto, Xico Sá é dono de um estilo cáustico e bem-humorado, que pode ser observado nas crônicas de seu blog, O carapuceiro. É autor de Modos de macho e modinhas de fêmea (2003), Nova geografia da fome (2003, em parceria com o fotógrafo U. Dettmar) e A divina comédia da fama (2004). Foi co-roteirista do filme Deserto feliz (2007), de Paulo Caldas. |
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Richard Price (1949, Nova York) é escritor e roteirista. The Wanderers (1974), seu primeiro romance, baseado na infância no Bronx, foi adaptado e dirigido por Philip Kaufman, de A insustentável leveza do ser (1988). Desde então, escreveu roteiros para filmes como O preço da coragem (1996) e a série televisiva A escuta (2004). Teve parceria bem-sucedida com o diretor Martin Scorsese em duas ocasiões: no longa A cor do dinheiro (1986) e no videoclipe Bad (1995), de Michael Jackson, dos quais assinou o roteiro. Um de seus romances mais conhecidos é Clockers (1992), que virou filme do diretor Spike Lee e foi indicado ao Oscar. Seu último livro é o aclamado Lush Life (2008). |
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