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OBJETO
DE DESEJO
Após a série dosSeminários (1976-1999); dosFalatórios (2000-2010); e dosSóPapos (2011-2021), todos realizados ininterruptamente, a transmissão do ensino de MD Magno assume novo formato. Este volume reúne as transcrições de conversas e registra os e-mails enviados a seus colegas nos anos 2022 e 2023.
Tema recorrente e atual é o que ocorre no final do “desesperado Século XX”, século final do “Terceiro Império”: “depois do XIX da Histeria, a Paranoia deslanchou-se e, para encerrar-se com grandeza, surtou potentemente com formatação francesa”. Os pensadores desse momento foram seus “coveiros”, que, “sem saber, sem querer, inumaram o velho Império, cujo velório continuamos frequentando sem notar que já apodrece por debaixo de um terreiro devastado. E cujo Luto nem ainda começamos”.
A ênfase está em que o Pensamento Freudiano específico, isto é, “o estrito pensamento psicanalítico, se inscreve num lugar terceiro entre Ocidente e Oriente, pensamento terceiro em jogo com o dualístico (Ocidente) e sua negação (Oriente) com necessária inclusão do Terceiro. Nada a ver com o que se chama ocidentalmente de Filosofia”.
O pano de fundo é: “agora, definitivamente e de maneira irreversível, saímos da Era da Informação e entramos de vez na Era do Conhecimento, onde o paradigma abandonou as ideias limitadas da velha epistemologia e passou a se configurar com o que chamo de ParadigmaEscher, de reconhecimento da pura transa entre Mente e Mundo, sem o Sujeito e sem o Objeto da filosofia datada e da vertente linguageira do pensamento anterior”.
A base do que Magno vem apresentando para a psicanálise é sua Teoria das Formações. Elapropiciou o avanço denovas conceituações. Neste biênio, temos aEgopatia: “o ego paulatinamente se constitui como radical mecanismo de defesa, como função HiperRecalcante, de qualquer possibilidade de entradas externas a ele que não sejam somatórias de seu interesse egoico até ali consolidados como próprios”. Daí que,relacionada ao que se pensava como psicose, “a cada tentativa de articulação com o heterogêneo, o ego, sempre atento, apresenta sua definitiva recusa”.
Outros conceitos, elaborados no âmbito de sua interlocução com Oscar Alheiros, são:Ipsismo como formação aberta e inclusiva. Para uma Pessoa, é “o exercício de suas próprias formações”. Trata-se de “autorrealização independente das demandas de outrem. Estas são falsas, pois, se alguém as acolheu, são dele”. Não se trata de Egopatia aí, pois somos todos Ipsistas, o que nos coloca numa posição de: “Sem Dúvida / Sem Dívida / Só Dádiva”. E há ainda a ênfasena ordem radicalmente ficcional das produções do “Secundário” como característica emergente do “Quarto Império”. Trata-se de uma abordagem original e crítica das formações ocidentais hegemônicas e recalcantes até o século XX.
Muitos outros pontos, conceitos e temas são abordados e desenvolvidos. Sempre no sentido de precisar a função da Psicanálise como crucial para entender a contemporaneidade e seus impasses.
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