Danos colaterais: desigualdades sociais numa era global

Autor: Zygmunt Bauman
Editora: Zahar

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Sinopse

Danos colaterais são as perdas consideradas acidentais numa ação armada, como a morte de civis, o bombardeio de hospitais e escolas nas imediações do alvo de uma operação militar. Atualmente, ninguém assume a responsabilidade pelos danos colaterais dos atos de guerra.Com seu particular brilhantismo, Zygmunt Bauman transpõe a ideia de danos colaterais para o plano da sociedade. No mundo líquido-moderno, não interessa se há vítimas das ações políticas e econômicas. As perdas são “naturalizadas”.Pior ainda, as próprias vítimas são culpabilizadas por sua exclusão. Essa naturalização é observada sobretudo na indiferença dos políticos em relação aos homens e mulheres sacrificados pelo processo de globalização.Nesse novo livro, composto por onze ensaios, Bauman examina a afinidade seletiva entre o crescimento da desigualdade social e a expansão do volume de “danos colaterais”, e considera seus custos e implicações: indiferença em relação ao outro; hipertrofia da subjetividade; declínio do julgamento ético nas relações humanas; tendência de as autoridades lavarem as mãos diante da exclusão, considerando-a um mal necessário.

Dados

Título: Danos colaterais: desigualdades sociais numa era global

ISBN: 9788537809389

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 21 x 1,3

Páginas: 228

Ano copyright: 2013

Ano de edição: 2013

Edição: 1ª

Participantes

Autor: Zygmunt Bauman

Tradutor: Carlos Alberto Medeiros

Autor

ZYGMUNT BAUMAN

Zygmunt Bauman nasceu em 1925, na Polônia. Sociólogo, iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde teve artigos e livros censurados e em 1968 foi afastado da universidade. Logo em seguida emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular da Universidade de Leeds, cargo que ocupou por vinte anos. Responsável por uma prodigiosa produção intelectual, recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, por sua obra Modernidade e Holocausto) e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra). Professor emérito das universidades de Varsóvia e Leeds, tem mais de trinta livros publicados no Brasil, com enorme sucesso de público, dentre os quais destacam-se Amor Líquido, Globalização: as Consequências Humanas e Vidas Desperdiçadas. Zygmunt Bauman morreu em 9 de janeiro de 2017, em Leeds, na Inglaterra, aos 91 anos.