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Autor: Paulo Henriques Britto
Editora: Companhia das Letras
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Com agudeza, ironia e franco ceticismo, o sétimo livro de poemas do escritor, professor e tradutor Paulo Henriques Britto traz para a moldura do verso a profunda consciência da solidão.“Tempo agora perdido/ (todo tempo se perde)/ vivo só nos vestígios”, escreve Paulo Henriques Britto no segundo poema que compõe Nenhum mistério. Depois de um intervalo de seis anos desde o lançamento de Formas do nada, em 2012, o poeta põe à prova os limites das estruturas clássicas e retoma sua lírica brilhante e mordaz, marcada por uma forte descrença no sublime e no sentido.Conforme Britto anuncia, trata-se de uma “cruel lição”, sem planos para o futuro, conclusões práticas ou teorias extravagantes. “(Nenhuma necessidade,/ aqui, de qualquer metáfora)”: para quem sobrevive à dor acumulada dos anos, observando o passado como quem enxerga de um mirante, a decepção é o único elemento capaz de engendrar algum significado. De acordo com o poeta, que se sente em uma constante véspera, para toda solução há “um jeito de achar um problema”. O vazio, ele pondera, é a única certeza dos dias que não trazem alento: “só amo o que não sei e não se explica”.
Título: Nenhum Misterio
ISBN: 9788535931372
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,8 x 21 x 0,6
Páginas: 72
Ano copyright: 2018
Coleção:
Ano de edição: 2018
Edição: 1ª
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Autor: Paulo Henriques Britto
Paulo Henriques Britto nasceu no Rio de Janeiro em 1951. É tradutor literário e professor de tradução, literatura e criação literária da PUC-Rio. Publicou os livros de poesia Tarde (2007) e Paraísos artificiais (2004), e traduziu O som e a fúria de William Faulkner (2004).