Home › Livros › Literatura e Ficção › Literatura Estrangeira
Em Factótum, segundo romance de Charles Bukowski, publicado em 1975, encontramos mais uma vez Henry Chinaski, alter ego do autor, protagonista de vários dos seus livros e um dos mais célebres anti-heróis da literatura americana. Durante a Segunda Guerra Mundial, o loser Henry (que reaparece mais tarde em Misto-quente) é considerado "inapto para o serviço militar" e não consegue entrar para o exército. Assim, enquanto os Estados Unidos se unem em torno da guerra e os homens alistados são vistos como heróis, Chinaski, sem emprego, sem profissão nem perspectiva, cruza o país, arranjando bicos e trampos, fazendo de tudo um pouco – daí o nome do livro –, na tentativa de subsistir com empregos que não se interponham entre ele e seu grande amor: escrever.Em meio a tragos, perambulações por ruas marginais, tentativas de ser publicado, vivendo da mão para a boca, o autor iniciante Henry Chinaski come o pão que o diabo amassou. Tais trechos, que tratam do escritor em formação, estão entre os mais pungentes e interessantes do livro. Na sua versão do artista quando jovem, Bukowski vê tudo através da lente da desmistificação – desmistifica a imagem do artista romântico e o milagre americano – e faz desse olhar cínico a sua profissão de fé.
Título: Factotum
ISBN: 9788525416612
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 10,8 x 17,8
Páginas: 176
Ano copyright: 2006
Coleção:
Ano de edição: 2007
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código:
Charles Bukowski, poeta, contista e romancista, nascido como Heinrich Karl Bukowski, emigrou com seus pais da Alemanha para os Estados Unidos em 1923. É um dos escritores norte-americanos mais influentes do século XX e símbolo da literatura independente. Aos 35 anos, uma úlcera hemorrágica quase o levou à morte. Ao sair do hospital, começou a escrever poemas e breves relatos sobre os seres e ambientes sórdidos que conhecia tão bem. Em 1969, o editor John Martin, da Black Sparrow Press, ofereceu-lhe pagar os cem dólares mensais que ganhava no Correio, único emprego estável de sua vida, se ele dedicasse seu tempo todo a escrever. Bukowski, com quarenta e nove anos, aceitou, e em menos de um mês terminou seu primeiro romance, Cartas na rua, ao qual seguiram-se cinco outros. Seus contos estão reunidos em uma dezena de volumes e seus poemas em cerca de quarenta. Morreu de leucemia aos setenta e três anos, pouco depois de terminar o romance Pulp.