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A primeira edição de uma seleção dos Cantos, de Ezra Pound – batizada a pedido do autor, ainda vivo, de Cantares -, apareceu no Brasil em 1960, e reunia traduções assinadas em conjunto pelos irmãos Campos e por Décio Pignatari. A publicação teve a rubrica do Serviço de Documentação do Ministério da Educação, então dirigido por José Simeão Leal. Em 1968, graças ao empenho do poeta Ernesto Manuel de Mello e Castro, foi publicada, em Portugal, pela editora Ulisseia. De 1983 a 1993, três edições da Ezra Pound Poesia, revistas e ampliadas, foram publicadas pela Editora Hucitec em associação com a Universidade de Brasília. Depois de três décadas de sua última edição, e há muitos anos inacessível, esta antologia da poesia de Ezra Pound volta a ser publicada entre nós, e agora enriquecida com os textos originais dos poemas recriados em português. Para a presente publicação EZRA POUND POESIA, organizada por Augusto de Campos, resolveu-se acrescentar o texto de EXTRAPOUND (coletânea reunida por Augusto de Campos e editada por Vanderley Mendonça, para Selo Demônio Negro, em 2020). Tem, assim, o leitor a sua disposição as traduções dos Cantos assinadas pelos irmãos Campos e por Décio, e mais as de José Lino Grünewald e de Mário Faustino, completadas pelas do próprio organizador, de modo a formar um largo panorama da obra poética de Pound. Pela sua atualidade, decidiu-se, à guisa de prefácio geral, fazer anteceder todo o conjunto pela introdução que Augusto escreveu para as suas mais novas traduções.
Título: Ezra Pound Poesia
ISBN: 9786585570077
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23
Páginas: 492
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2024
Edição: 1ª
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Augusto de Campos nasceu em 1931 em São Paulo. Poeta, ensaísta e tradutor, foi um dos criadores da poesia concreta. Sua obra poética, iniciada com O Rei Menos o Reino (1951), está parcialmente coligida nos livros Viva Vaia (1979) e Despoesia (1994). Traduziu poetas modernos, como Mallarmé, Pound, Joyce, Cummings, Maiakóvski, e antigos, dos trovadores provençais aos simbolistas franceses. Crítico de poesia (Re-Visão de Sousândrade, com Haroldo de Campos, e Kilkerry, Pagu: Vida-Obra, entre outros) e de música (Balanço da Bossa, Música de Invenção). Tem tido acentuada participação em atividades relacionadas com as novas “mídias”, apresentando seus poemas em painéis eletrônicos, holografias, projeções em laser, animações computadorizadas e eventos multidisciplinares. Da parceria com o músico Cid Campos, surgiu o CD e o espetáculo Poesia é Risco (1995), performance “verbovocovisual” de poesia/música/imagem. As animações poéticas digitais – os Clip-Poemas – fizeram parte da exposição Arte/Suporte/Computador, na Casa das Rosas, em São Paulo.