Neca: romance em bajuba

Autor: Amara Moira
Editora: Companhia das Letras

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Sinopse

As histórias sexuais de uma profissional do amor são o fio condutor de uma jornada cômica, sensual e carnal pelo erotismo e pela literatura.Neste livro inteiramente escrito na língua das bichas, uma travesti reencontra um antigo amor, anos mais jovem, que está começando a trabalhar nas ruas. Enquanto entrelaça conselhos e lembranças, ela rememora suas aventuras como prostituta no Brasil e na Europa; fala sobre o que descobriu e conheceu sendo puta; recorda o que desejava ser e sonha com o que poderia ter sido.Na época em que namoravam, a jovem debutante estudava Letras, o que motiva a protagonista a falar de literatura como parte de sua história juntas. Numa prosa vulcânica, passa em revista obras e autores centrais do cânone, aplicando também sua memória e sua inventividade para ver a literatura com olhos de quem aprendeu tudo na rua, como se aprende o bajubá.Publicado pela primeira vez na antologia A resistência dos vaga-lumes (2019), o icônico monólogo é agora reeditado em versão expandida. Romance de estreia de Amara Moira, Neca é hilário, escatológico e único em sua sofisticação literária — uma obra valiosa na forma e no conteúdo, atrevida o bastante para abarcar com eloquência a profusão da realidade.“Neca é um livro travesti, talvez o primeiro do tipo: totalmente escrito em pajubá. Um texto sinestésico: tem voz e cheiro. É babado, mona!” — Helena Vieira“Triunfante batismo do pajubá (bajubá? jenessepá!) como linguagem literária de invenção, subversão e diversão.” — Caetano W. Galindo

Dados

Título: Neca: Romance Em Bajuba

ISBN: 9788535938524

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 12 x 18 x 1

Páginas: 120

Ano copyright: 2024

Ano de edição: 2024

Edição:

Participantes

Autor: Amara Moira

Autor

AMARA MOIRA

(Campinas, 1985) é escritora, professora, ativista e doutora em Teoria Literária pela Unicamp. Ao obter o doutorado, Amara se tornou a primeira mulher trans a assinar a tese usando o nome social. O nome, aliás, inspirado na Odisseia de Homero, faz referência às videntes que previam o destino de Ulisses. A estreia na literatura derivou de um blog no qual relatava suas experiências trabalhando como prostituta: uma obra que não apenas discute os limites do relato ficcional e da biografia, como também pensa a respeito do papel da literatura como fonte de transformação social.