Home › Livros › Artes › Teatro, Cinema e Televisão
Autor: Esfir Chub
Editora: KINORUSS
PRODUTO DISPONÍVEL Previsão de postagem em até 4 dias úteis.
De: R$ 157,00
Por: R$ 139,73
em até 3x sem juros
Trazemos para você um projeto absolutamente inédito em todo o mundo e referência obrigatória para quem estuda, pesquisa ou aprecia a arte e a cultura russa e soviética. Trata-se do livro MINHA VIDA É O CINEMA, publicado apenas na Rússia soviética, primeiro em 1959 e depois, em 1972. A partir de então: silêncio absoluto.Sua autora, a russa Esfir Chub (1894-1959), é uma cineasta vital para a história do cinema. Ainda nos anos 1920 criou princípios de montagem fundamentais para o cinema, que até hoje são mundialmente utilizados, porém seu nome nunca é mencionado.Chub nos confia suas ricas memórias por meio de um relato dos mais fascinantes, a partir de 1918, na Moscou que ela percorria, impávida, a plenos pulmões, ainda no calor da revolução.Ficamos sabendo que rapidamente a jovem russa estreita laços com figuras do mundo artístico revolucionário e dentre elas, Lunatchárski, recém nomeado por Lênin para comandar os rumos da educação e das artes na nascente União Soviética. Começa a trabalhar com Meyerhold, então à frente da cena teatral soviética. Seguimos suas conjecturas enquanto ela anota as reuniões com artistas e intelectuais e sentimos até sua respiração quando se vê diante do poeta Maiakóvski a ler, pela primeira vez, O Mistério-Bufo para seleta plateia de bolcheviques, especialistas em teatro e críticos.Chub nos conduz ainda aos meandros da LEF (Frente de Esquerda das Artes) da qual se aproximara a convite de Maiakóvski que ficara fascinado com o primeiro filme dela, A queda da dinastia Románov, de 1927. Com ela nos acercamos da produção artística e intelectual do seu grupo de amigos, além de Maiakóvski: Chklóvski, Eisenstein, Óssip e Lília Brik, Vera e Serguei Tretiakov, Ródtchenko e Stepánova.Ainda que o contexto soviético dos anos 1920, 30 e 40 nos surpreenda com a riqueza de detalhes, o "plano fechado" de sua vida será mesmo o cinema e essa paixão irrefreável transpira em todo o livro, desde o estilo de sua escrita, como se fosse um roteiro, até a inclusão de fragmentos de roteiros de seus próprios filmes. Por meio dessa "montagem textual", ela expõe claramente suas perspectivas, métodos e parcerias de trabalho no cinema.Assim somos apresentados à sua mesa de montagem, e ficamos sabendo que junto a ela foram dados os primeiros passos de Eisenstein pelo caminho do cinema. Além desse amigo, Chub faz referência àquelas e àqueles que percorreram com ela esse momento do cinema revolucionário: Kulechóv, Pudóvkin, Khokhlóva, Svílova, Dovjênko, Vichniévski e Kauffman, dentre outras figuras notáveis.Sobre seu trabalho como diretora, são muito bem descritos os percalços de toda ordem sofridos por ela, então montadora, para conceber e produzir o seu primeiro e mais conhecido filme, A queda da dinastia Románov, realizado para celebrar os dez anos da Revolução de Outubro (hoje, quase centenária, restam dessa película histórica apenas imagens fugidias).Chub escreve também sobre os caminhos que a conduziram a realizar Espanha, em 1939, preciosidade documental sobre a revolução espanhola, cujos fragmentos foram apropriados de forma infinitamente poética por Andrei Tarkóvski em seu filme O Espelho, de 1975.
Título: Minha Vida É O Cinema: Em Plano Fechado
ISBN: 9786599206269
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23 x 2,5
Páginas: 464
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2022
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código: