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Autor: Luize Valente
Editora: Record
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Como eram as relações amorosas num tempo offline? Sem internet e rede sociais para aplacar solidões e, muitas vezes, adiar mergulhos profundos nos relacionamentos? É neste universo que se encontram os protagonistas de Do tempo em que voyeur precisava de binóculos. Três histórias ambientadas nos anos 1990 que trazem, com certo humor saudosista, as instigantes relações de personagens com a casa — a sua, a alheia, a metafórica. Num tempo não tão distante assim, quando, curiosamente, chamadas de vídeo em aparelhos móveis eram uma projeção muito futurista.Um homem, cansado da solidão entediante do apartamento, começa a observar os moradores do prédio em frente. Ao se apaixonar por uma vizinha, decide interferir na vida alheia e acaba por dar uma guinada em seu próprio destino. Uma mulher para quem a imposição da mudança de país, e de casa, leva à libertação do próprio corpo, sexualidade e casamento. Um casal que circula pelos cômodos da casa, onde se encontra literal e emocionalmente preso, e para o qual o incômodo de uma infiltração no banheiro é pretexto para o vazamento de tudo o que nunca é dito.Como elemento de progressão das três histórias, surge o amor entre mulheres: na primeira, enquanto objeto de observação transformador do sujeito da trama principal; na segunda, já como motor interno e trampolim para o clímax-desfecho; na última, consolidando-se como protagonista absoluto, passível das rachaduras e explosões de qualquer relacionamento humano. “O amor entre mulheres surge, assim, como representante pleno (e extremo) do amor entre seres humanos, nas suas várias cadências e urgências, cada vez maiores conforme se avança no livro — escolha narrativa que se configura como metáfora do próprio apaixonar-se / amar”, analisa a autora Luize Valente.O apartamento de cada uma das personalidades do livro acaba por não servir só de cenário pra obra de Luize, mas como o desencadeador e prisão dos desdobramentos e surpresas que esse livro traz.
Título: Do Tempo Em Que Voyeur Precisava De Binoculos
ISBN: 9788501117168
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 15,5 x 22,8 x 0,7
Páginas: 126
Ano copyright: 2019
Coleção:
Ano de edição: 2019
Edição: 1ª
Região:
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Autor: Luize Valente
De ascendência portuguesa e alemã, Luize Valente nasceu no Rio de Janeiro. Escritora e documentarista, é autora, com Elaine Eiger, do livro Israel Rotas e Raízes (2000) e dos documentários Caminhos da Memória – A Trajetória dos Judeus em Portugal (2002) e A Estrela Oculta do Sertão (2005), prêmio de Melhor Documentário no Festival Internacional de Cinema Judaico de SP. Ambos exibidos em vários festivais internacionais, constituem importantes inventários do Judaísmo no mundo. Estreou na literatura com o romance O Segredo do Oratório (2012), lançado também na Holanda em 2013. Nesse mesmo ano, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Uma Praça em Antuérpia (2015) foi lançado no mesmo ano em Portugal. Em 2016, escreveu a peça O Mundo Indecifrável, sua estreia na dramaturgia. Em 2017, os direitos de adaptação para cinema e televisão de Uma Praça em Antuérpia e O Segredo do Oratório foram adquiridos pelos diretores Breno Silveira e Paula Fiúza. Seu romance, Sonata em Auschwitz (2017), foi editado também em Portugal. Luize é formada em Jornalismo e pós-graduada em Literatura Brasileira pela PUC/RJ. Como jornalista, atuou por mais de 25 anos na televisão cobrindo assuntos internacionais, na GloboNews, na TV Globo, na Bandeirantes e no GNT.