Autor: Filipa Oliveira
Editora: Documenta (pt)
SOB ENCOMENDA Prazo de postagem em até 110 dias úteis.
Não consta quantidade deste produto em nossos estoques.
Poderá ser importado mediante checagem prévia de disponibilidade.
R$ 346,90
em até 3x sem juros
Este projecto nasceu do desafio de definir o papel dodesenho na prática artística de Musa paradisiaca.Este livro foi publicado por ocasião da exposição «The I of the Beeholder», de Musa paradisiaca, com curadoria de FilipaOliveira, realizada na Fundação Carmona e Costa entre 25 de Janeiro e 7 de Março de 2020.Em 2015, Musa paradisíaca [Eduardo Guerra, Miguel Ferrão] recebeu uma carta deJoão Carlos Costa, um rapaz autista com 19 anos que acreditava que a forma colaborativa detrabalhar, que define Musa paradisíaca, poderia ser um veículo para que a voz delefosserepresentada no mundo. A carta ficou guardada uns anos,era um assunto delicado e difícil,mas a relação entre Musa paradisíaca e João Carlos foi crescendo e solidificando.Tinham, de facto, um pensamento queos aproximava: a procura da hipersensibilidade no mundo.Esta exposição é um momento dessa procura, desse caminho que estão a fazer juntos. O João Carlos era, assim, umadas pessoas com quem eu queria conversar sobre os temas que me pareciam fundamentais reflectir a partir da exposiçãoe do próprio trabalho de Musa paradisíaca. A outra era a actriz Charlotte Allan (Lotte). […]E começaram a desenhar.Juntos,sempre a quatro mãos,sendo indistinguível o traço de cada. São desenhos que nostransportam para um universo infantil. Parecem doodles ou desenhos de crianças. Parecem um quase nada, são «parvos» como lheschamam, mas muito sérios.Carregam um peso enorme consigo. Um peso da História, da arte bruta porexemplo, mas o pesode um pensamento intrincado que os sustenta.Musa paradisiaca nunca poderia fazer desenhos apenas.Toda a sua essência assenta na ideia de pluralidade. Assim,deram estes desenhos a Lotte, para que os traduzisse e osinterpretasse. Mais, para que os incorporasseem si mesma.E foi isso que fez. Em quatro peças de som, Lotte começapor descrevê-los através de um sistema de tentativa e erro:isto parece aquilo, ou podia ser isto… vai devagarinho entrando em cada desenho, ficando mais próxima do seu significado, até que mergulha neles, transformando-se na suavoz. Já não é Lotte quem nos fala, mas o próprio desenhoatravés dela. Como se estivesse temporariamente possuídapor cada desenho. Uma versão Poltergeist, mas em que ogénio do mal é substituído por desenhos que finalmenteencontraram uma voz que falasse por eles.
Título: The I Of The Beeholder
ISBN: 9789899006263
Idioma: Português (PT)
Encadernação: Capa dura
Formato: 22 x 28
Páginas: 128
Ano copyright: 2020
Coleção:
Ano de edição: 2020
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código:
Autor: Filipa Oliveira