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Autor: Friedrich Nietzsche
Editora: Vozes de Bolso
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“Nosso tempo encarna de modo exemplar as contradições nietzschianas: abundância e miséria, hiperconectividade e solidão, circulação irrestrita de informações e fragilidade do discernimento, promessa de liberdade e captura algorítmica do desejo. Somos hoje, talvez mais do que nunca, humanos – demasiadamente humanos. Que esta tradução permita ao leitor não apenas compreender Nietzsche, mas experimentar o desconforto, a força e a atualidade de seu pensamento. Pois Humano, demasiado humano não oferece respostas reconfortantes, mas um campo de forças. E é nesse campo – preservado com rigor por Gabriel Almeida Assumpção – que o humano se arrisca, se perde e, por vezes, se cria. Resta saber se, diante desse jogo de contradições que nos constitui, ainda somos capazes de suportar o risco de pensar sem garantias e de afirmar, sem apaziguamentos, aquilo que somos: humanos, demasiado humanos?” (Regina Sanches)
Título: Humano, demasiado humano vol. 1
ISBN: 9788532675729
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 11 x 18 x 2
Páginas: 456
Ano copyright: 2026
Coleção: Vozes De Bolso - Vol. 1
Ano de edição: 2026
Edição: 1ª
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Friedrich Wilhelm Nietzsche (Roecken, 1844-1900) foi um dos mais importantes filósofos do século XIX. De genialidade precoce, aos dez anos já fazia suas primeiras composições musicais e aos quatorze tornou-se professor numa Escola Rural. Estudou Filologia e Teologia nas Universidades de Bonn e Leipzig e, aos vinte anos, conheceu a obra do filósofo Schopenhauer, uma de suas maiores influências. Com apenas vinte e quatro anos foi chamado para a cadeira de Língua e Literatura Grega na Universidade da Basiléia, na Suíça. Ocupou-se também da disciplina de Filologia Clássica e foi professor durante dez anos. Em 1872, publicou seu primeiro livro, O nascimento da tragédia, ensaio que viria a se tornar um clássico na história da estética. Humano, demasiado humano, foi publicado em 1878, época em que as dores que o filósofo já sentia há algum tempo, começam a progredir. “De dor e cansaço estou quase morto”, escreve numa carta a uma amiga. Escreveu várias obras de ensaios e aforismos, até o início de 1889, quando enlouqueceu: A gaia ciência (1882), Assim falou Zaratustra (1883-1885), sua obra-prima, e Ecce homo e O Anticristo (ambas de 1888). Deixou também milhares de páginas de anotações, publicadas postumamente. Nietzsche exerceu (e continua a exercer) profunda influência sobre o pensamento e a literatura ocidentais.