Joao do rio

Autor: Joao do Rio
Editora: Global

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Sinopse

Cínicos, decadentes, provocadores, os contos de João do Rio refletem o momento de transformação do Rio de Janeiro, ao influxo das reformas de Pereira Passos, nas duas primeiras décadas do século XX. Sob as mãos firmes do grande prefeito, a velha cidade de traçado colonial, imunda, ia se transformando numa metrópole moderna, de ruas largas e limpas, cujo símbolo é a abertura da Avenida Central. O Rio civiliza-se era a frase mais dita durante a belle époque. Na cidade iluminada a eletricidade, onde os primeiros automóveis desfilavam na assustadora velocidade de 30 km, melindrosas e almofadinhas se exibiam à porta das confeitarias e pela rua do Ouvidor. Surgiam os chamados vícios elegantes, como a cocaína, multiplicavam-se os bordéis e as casas para encontros amorosos clandestinos. A febre de mundanismo, a vida vertiginosa dominava a cidade. João do Rio foi o cronista admirável desse universo, retratado também em reportagens escritas em estilo ágil e vibrante, que renovaram o jornalismo brasileiro, dando ao jovem escritor um extraordinário prestígio. Estreando na imprensa aos 16 anos, fez uma carreira brilhante, que despertou invejas e o levou à Academia Brasileira de Letras, aos 29 anos. Nesta época, publicou o seu primeiro livro de contos, Dentro da Noite, uma espécie de síntese da obra do contista, interessado sobretudo nos aspectos patológicos da natureza humana, nas perversões, nos vícios, confessáveis ou inconfessáveis, e nas situações equívocas ou chocantes, como vemos em trabalhos como O Bebê de Tarlatana Rosa e D. Joaquina. Como alguns dos maiores escritores da época, João do Rio abusava do estilo precioso, das frases de efeito, do brilho fácil, dos paradoxos a Oscar Wilde, que agradavam o público da época. Ao leitor de hoje podem parecer recursos artificiais, mas sem comprometer o prazer da leitura.

Dados

Título: Joao Do Rio

ISBN: 9788526002487

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 21

Páginas: 160

Ano copyright: 1990

Coleção: Melhores Contos

Ano de edição: 2001

Edição:

Participantes

Autor: Joao do Rio

Organizador: Helena Parente Cunha

Autor

JOAO DO RIO

João do Rio é o pseudônimo literário de Paulo Barreto, cujo nome completo é João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto. Jornalista, cronista, contista e teatrólogo, João do Rio nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 5 de agosto de 1881. Seu pai, o educador Alfredo Coelho, era adepto do Positivismo, e batizou o filho na igreja positivista, esperando que o pequeno Paulo viesse a seguir os passos de Teixeira Mendes. Mas Paulo Barreto jamais levaria a sério a igreja comtista, nem qualquer outra, a não ser como tema de reportagem. Fez os estudos elementares e de humanidades com o pai. Aos 16 anos, ingressou na imprensa. Em 1918, estava no jornal Cidade do Rio, ao lado de José do Patrocínio e o seu grupo de colaboradores. Surgiu então o pseudônimo de João do Rio. A princípio, seu objetivo ao adotar um nome genérico era permanecer anônimo. Contudo, foi por meio dessa designação que ele se tornou um marco na crônica urbana carioca. Seguiram-se outras redações de jornais, e João do Rio se notabilizou como o primeiro homem da imprensa brasileira a ter o senso da reportagem moderna. Começou a publicar suas grandes reportagens, que tanto sucesso obtiveram no Rio e em todo o Brasil, entre as quais "As religiões no Rio" e inquérito "Momento literário", ambos reunidos depois em livros. Nos diversos jornais em que trabalhou, ganhou enorme popularidade, consagrando-se como o maior jornalista de seu tempo. Usou vários pseudônimos, além de João do Rio, destacando-se: Claude, Caran d’ache, Joe, José Antônio José. Foi o criador da crônica social moderna. Como teatrólogo, teve grande êxito a sua peça A bela madame Vargas, representada pela primeira vez em 1912, no Teatro Municipal. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 7 de maio de 1910. Faleceu em 23 de junho de 1921.