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Autor: Oduvaldo Vianna Filho | Ferreira Gullar
Editora: Temporal
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Estreado e publicado em 1966, Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come é o terceiro espetáculo do grupo Opinião. Assim como os anteriores – o show Opinião e Liberdade, liberdade – este também foi concebido no contexto pós-golpe civil-militar de 1964, porém assumiu, mais do que aqueles, o grande desafio de encontrar uma linguagem teatral que permitisse analisar criticamente as circunstâncias do país sob a ditadura e, ao mesmo tempo, driblar a censura. Comédia farsesca escrita em versos de cordel, a peça tematiza os conflitos no campo, entre trabalhadores, proprietários e políticos locais, que se intensificaram sob o novo regime. Lançando mão do humor e do sarcasmo, ela desenvolve uma apurada crítica social ao trabalhar os dilemas vividos pelo protagonista Roque, que, em sua luta diária pela vida, se vê obrigado a driblar pessoas da elite econômica e política – como o coronel que o explora e os políticos que pretendem “usá-lo” – e pressionado a praticar atos que prejudicam seus semelhantes. Ao representar as tensões entre os tipos sociais brasileiros do campo, esta peça joga luz sobre questões nacionais candentes, como a necessidade da reforma agrária, planejada pelo governo João Goulart, mas abortada pelo golpe.
Título: Se Correr O Bicho Pega, Se Ficar O Bicho Come
ISBN: 9786587243313
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato:
Páginas: 224
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2024
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
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Autor: Oduvaldo Vianna Filho | Ferreira Gullar
Poeta, crítico de arte, tradutor, cronista, dramaturgo e ensaísta, Ferreira Gullar nasceu em 1930, em São Luis do Maranhão. Em 1951 mudou-se para o Rio, onde ficou conhecido pelo movimento neoconcreto, que criou ao lado de Lygia Clark e Hélio Oiticica. Engajado, nos anos 60 foi presidente do CPC da UNE, filiou-se ao Partido Comunista e ajudou a fundar o grupo Opinião. Preso após o decreto do AI-5, em 1968, é exilado, período em que escreve sua obra mais famosa, Poema Sujo. Retorna ao Brasil em 1977 e, depois de uma nova passagem na prisão, volta a publicar regularmente — foram mais de 40 títulos, muitos deles premiados. Em 2010, quando completou 80 anos, Gullar, que já havia sido indicado ao Nobel, recebeu o Camões, o mais importante prêmio da língua portuguesa, e lançou o livro de poemas Em Parte Alguma. Faleceu aos 86 anos, em 04 de dezembro de 2016.