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A restauração em 1654 contra o domínio holandês no Nordeste, mais exatamente em Pernambuco, é considerada um marco do sentimento nativista brasileiro. Depois disso, os pernambucanos se orgulhariam de sua participação ativa na História do Brasil, sempre mantendo altos ideais libertários, como na Guerra dos Mascates, entre 1710 e 1712, na Revolução Pernambucana, em 1817, na Confederação do Equador, em 1824, e na Revolta Praieira, em 1848.Entender como os ventos da restauração pernambucana influenciaram essas revoluções e contestações que se seguiram à expulsão dos holandeses é o objetivo de Evaldo Cabral de Mello em Rubro veio, uma das principais obras do historiador que ganha sua terceira edição (revista pelo próprio autor) e que agora é publicada pela Alameda Casa Editorial.A partir da reconstrução desse imaginário da restauração pernambucana e de suas representações, Evaldo realiza uma crítica histórica para compreender a contestação do poder colonial – e, mais tarde, poder imperial – entre os séculos XVII e XIX.Rubro veio é, também, uma obra fundamental para a compreensão do papel destacado que o Nordeste tem na história e no imaginário nacional.
Título: Rubro Veio: O Imaginario Da Restauraçao Pernambucana
ISBN: 9788598325606
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23
Páginas: 392
Ano copyright: 2008
Coleção:
Ano de edição: 2008
Edição: 3ª
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Autor: Evaldo Cabral de Mello
Evaldo Cabral de Mello nasceu no Recife em 1936. Estudou Filosofia da História em Madri e Londres. Em 1960, ingressou no Instituto Rio Branco e dois anos depois iniciou a carreira diplomática. Serviu nas embaixadas do Brasil em Washington, Madri, Paris, Lima e Barbados, e também nas missões do Brasil em Nova York e Genebra e nos consulados gerais do Brasil em Lisboa e Marselha. É um dos maiores historiadores brasileiros, especialista em História regional e no período de domínio holandês em Pernambuco no século XVII, assunto sobre o qual escreveu vários livros, como Olinda restaurada (1975), sua primeira obra, Rubro veio (1986), sobre o imaginário da guerra entre Portugal e Holanda, e O negócio do Brasil (1998), sobre os aspectos econômicos e diplomáticos do conflito entre portugueses e holandeses. Sobre a Guerra dos Mascates e a rivalidade entre brasileiros e portugueses em seu estado natal publicou A fronda dos mazombos (1995). Escreveu também O norte agrário e o Império (1984), O nome e o sangue (1989), A ferida de Narciso (2001), Nassau: governador do Brasil Holandês (2006), e O bagaço da cana (2012).