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Autor: Annie Ernaux
Editora: Fósforo
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PRODUTO DISPONÍVEL26/08/2026
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Em 1974, quase cinquenta anos antes de ser laureada com o prêmio Nobel de literatura, Annie Ernaux publicava seu primeiro romance, uma incursão visceral pela ficção e espécie de gérmen literário de uma escrita que ficaria cada vez mais contida, se transformando no novo gênero que a consagrou. Neste livro, uma jovem de vinte anos, Denise Lesur, acaba de realizar um aborto e rememora a trajetória de sua ascensão de classe, escrevendo cada detalhe com as tintas da bile. Filha de donos de um café-mercearia, Ninise, como é chamada pelos pais, se vê dividida entre dois mundos e teme que a gravidez indesejada tenha posto tudo a perder.Para além da crise pessoal, o aborto representa uma mancha no mundo burguês, limpo, ordenado e elegante, no qual Denise conseguira ingressar depois de muitos anos de escolarização e controle de suas maneiras; é um resquício do meio onde cresceu, um cenário repleto de desejo e vulgaridade. Acreditando ter chegado longe, a protagonista disseca o ambiente popular, as palavras, os modos, as diferenças de uma classe e outra, além da vergonha que sente de seus pais.E se os temas podem parecer semelhantes aos de obras posteriores como O acontecimento, O lugar, A vergonha, o que impressiona em Os armários vazios é a linguagem rápida, entrecortada e pulsante, livre de autocensura e que urge em captar todo o vivido para que não seja esquecido, para que a verdade não seja postergada. Nele, tem-se a possibilidade de conhecer Ernaux sem as arestas aparadas. Trata-se da obra que revelou para o mundo o trabalho da autora, o qual, desde então, segue impressionando com todas as suas facetas.
Título: Os Armários Vazios
ISBN: 9786560001831
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13 x 20 x 1
Páginas: 144
Ano copyright: 2026
Coleção:
Ano de edição: 2026
Edição: 1ª
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(França, 1940) foi laureada com o prêmio máximo da literatura mundial por conta da "coragem e precisão clínica" de obras avessas à invenção, que exploram o limite da experiência como ferramenta artística. Quem abre os livros de Annie, encontra o que ela própria define como "escrita plana", um texto despido de ornamentos e sentimentalismos, histórias que transitam entre o romance, o relato e o diário, que emergem do particular e dão sentido ao universal, e que, nas palavras da Academia Sueca, revelam "as raízes, estranhamentos e repressões coletivas da memória pessoal".