Home › Livros › Literatura e Ficção › Literatura Brasileira
Em 'Macho não ganha flor', reunião de contos, Dalton Trevisan monta, peça a peça, um mosaico de monstros morais. Ladrões, estupradores, sádicos e maníacos desfilam em palavras secas, fortes e certeiras. Dalton é o vampiro, mas é no coração do leitor que a estaca de suas idéias crava fundo. São estocadas curtas e rápidas, que trazem a angústia de seus protagonistas, suas esperanças e sonhos. Muitos deles desfeitos ou prestes a serem desmanchados diante de nossos olhos. É assim em 'Macho não ganha flor', texto que abre e empresta o título ao livro. Nele, uma jovem noiva se vê às voltas com um estuprador e assassino. Um homem violento, que ao tentar impor sua vontade à da moça, se vê traído pelo próprio corpo. E assim nervoso, e cada vez mais violento, lembra das outras mulheres que tomou para si sem cerimônia. Algumas que, inclusive, gostaram da atenção. Quiseram lhe pagar com flores, mas Macho não ganha flor, responde. Ao todo são 22 textos, cada um soturno a sua própria maneira, um passeio irônico e mordaz pelas almas feminina e masculina. 'Macho não ganha flor' lança um olhar objetivo sobre a condição humana, em tudo o que esta tem de oculto e ambíguo. São textos enxutos que retratam a realidade no que ela apresenta de mais bizarro.
Título: Macho Nao Ganha Flor
ISBN: 9788501077080
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 126
Ano copyright: 2006
Coleção:
Ano de edição: 2006
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código:
Autor: Dalton Trevisan
Dalton Trevisan nasceu em Curitiba, em 1925. Formou-se na Faculdade de Direito do Paraná e liderou o grupo literário que publicou, entre 1946 e 1948, a revista Joaquim. A publicação continha o material de seus primeiros livros de ficção, incluindo Sonata ao luar (1945) e Sete anos de pastor (1948). Em 1954 publicou, entre outros, o Guia Histórico de Curitiba e Crônicas da Província de Curitiba, edições populares à maneira dos folhetos de feira. A partir dos habitantes da cidade, criou personagens e situações de significado universal, em que as tramas psicológicas e os costumes são recriados por meio de uma linguagem concisa e popular, que valoriza os incidentes do cotidiano sofrido e angustiante. Em 1968, concorrendo sob pseudônimo, Trevisan conquistou o primeiro lugar do I Concurso Nacional de Contos do Estado do Paraná. Dedicando-se exclusivamente ao conto (só teve um romance publicado: A Polaquinha), Trevisan acabou se tornando o maior mestre brasileiro no gênero. Em 1996, recebeu o Prêmio Ministério da Cultura de Literatura pelo conjunto de sua obra. Avesso a entrevistas e demais exposições na mídia, Trevisan recebeu a alcunha de “Vampiro de Curitiba”, nome de um de seus livros. É autor, entre outros, de Ah, é?, obra-prima do estilo minimalista, Novelas nada exemplares (1959), Morte na praça (1964), Cemitério de elefantes (1964) e O vampiro de Curitiba (1965). Em 2003, dividiu com Bernardo Carvalho o 1º Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira com o livro Pico na Veia.