Vida vertiginosa

Autor: Joao do Rio
Editora: Martins Fontes - WMF

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Sinopse

Na primeira década do século passado, a reformas urbanas do prefeito Pereira Passos, conhecidas como "bota abaixo", transformaram a vida no Rio de Janeiro. É um período histórico até recentemente mal estudado, apesar de ser um dos mais fascinantes da história da cidade. João do Rio, considerado por muitos o verdadeiro criador da crônica carioca, retratou essa época como ninguém. E, para provar isso, nada melhor do que essa publicação de "Vida Vertiginosa", quase um século depois da primeira.

Dados

Título: Vida Vertiginosa

ISBN: 9788533622487

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 12 x 18

Páginas: 305

Ano copyright: 2006

Coleção: Contistas E Cronistas Do Brasil

Ano de edição: 2006

Edição:

Participantes

Autor: Joao do Rio

Organizador: Joao Carlos Rodrigues

Autor

JOAO DO RIO

João do Rio é o pseudônimo literário de Paulo Barreto, cujo nome completo é João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto. Jornalista, cronista, contista e teatrólogo, João do Rio nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 5 de agosto de 1881. Seu pai, o educador Alfredo Coelho, era adepto do Positivismo, e batizou o filho na igreja positivista, esperando que o pequeno Paulo viesse a seguir os passos de Teixeira Mendes. Mas Paulo Barreto jamais levaria a sério a igreja comtista, nem qualquer outra, a não ser como tema de reportagem. Fez os estudos elementares e de humanidades com o pai. Aos 16 anos, ingressou na imprensa. Em 1918, estava no jornal Cidade do Rio, ao lado de José do Patrocínio e o seu grupo de colaboradores. Surgiu então o pseudônimo de João do Rio. A princípio, seu objetivo ao adotar um nome genérico era permanecer anônimo. Contudo, foi por meio dessa designação que ele se tornou um marco na crônica urbana carioca. Seguiram-se outras redações de jornais, e João do Rio se notabilizou como o primeiro homem da imprensa brasileira a ter o senso da reportagem moderna. Começou a publicar suas grandes reportagens, que tanto sucesso obtiveram no Rio e em todo o Brasil, entre as quais "As religiões no Rio" e inquérito "Momento literário", ambos reunidos depois em livros. Nos diversos jornais em que trabalhou, ganhou enorme popularidade, consagrando-se como o maior jornalista de seu tempo. Usou vários pseudônimos, além de João do Rio, destacando-se: Claude, Caran d’ache, Joe, José Antônio José. Foi o criador da crônica social moderna. Como teatrólogo, teve grande êxito a sua peça A bela madame Vargas, representada pela primeira vez em 1912, no Teatro Municipal. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 7 de maio de 1910. Faleceu em 23 de junho de 1921.