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Aunque adscrito comúnmente a la corriente realista, el brasileño JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS (1839-1908) se manifestó en algunos ensayos renuente a tal etiqueta, propugnando para las letras en lengua portuguesa una vía propia e independiente de los modelos europeos, sobre todo franceses. Novela de sorprendente modernidad por la variedad de recursos formales que emplea, por su peculiar punto de vista narrativo, su humor distanciado e irónico y su preocupación existencial, en MEMORIAS PÓSTUMAS DE BLAS CUBAS (1881), su narrador y protagonista relata desde la Eternidad lo que le permite relativizar los valores de la vida terrena sus peripecias de señoritotarambana, marcadas por la inconsecuencia y el sinsentido.
Título: Memorias postumas de blas cubas
ISBN: 9788420655109
Idioma: Espanhol
Encadernação: Brochura
Formato: 11 x 17,5
Páginas: 242
Ano copyright: 2003
Coleção:
Ano de edição: 2003
Edição: 1ª
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Machado de Assis (Joaquim Maria Machado de Assis), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. Nascido no Morro do Livramento, de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou universidade. Fundador da Cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras, ocupou sua presidência por mais de dez anos. Sua extensa obra constitui-se de nove romances e peças teatrais, duzentos contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de seiscentas crônicas. Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação de Memórias póstumas de Brás Cubas (1881). Este romance é posto ao lado de todas suas produções posteriores, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires, ortodoxamente conhecidas como pertencentes a sua segunda fase, em que se notam traços de pessimismo e ironia. Sua primeira fase literária é constituída de obras como Ressurreição, A mão e a luva, Helena e Iaiá Garcia, onde notam-se características herdadas do Romantismo, ou "convencionalismo", como prefere a crítica moderna.