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Autor: Roberto Pereira
Editora: Perspectiva
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Impossível registrar os incontáveis agentes anônimos que contribuíram das mais diversas formas para a preservação e transformação por que passaram as diversas práticas da cultura afro-brasileira, assim como para a transformação da imagem e identidade do Brasil ao longo do século XX. Filhos de santo, empregadas domésticas, balconistas, cozinheiros… desempregados, ritmistas, enfim, pessoas que possuíam em comum o fato de serem negros, pobres e sonhadores. Era esse o mesmo perfil dos populares que compunham o elenco dos espetáculos do Teatro Experimental do Negro, os shows de Carlos Machado, o grupo Oxumaré, ou as rodas de capoeira das festas de largo, na Bahia, o bumba meu boi, na periferia de São Luís, o samba de roda, do recôncavo baiano, o maculelê, em Santo Amaro da Purificação. A construção de símbolos nacionais não é resultado de uma mera escolha e imposição das elites, do Estado, do capitalismo. Não é produto de mera “apropriação cultural”. Pelo contrário, o caso brasileiro é mais um exemplo de que se trata de uma complexa disputa ou de uma verdadeira guerra cultural travada entre diversos segmentos sociais em torno de práticas geralmente locais e originárias de/ou associadas a grupos étnicos.
Título: Rodas Negras: Capoeira, Samba, Teatro E Identidade Nacional (1930-1960)
ISBN: 9786555051513
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,5 x 22,5 x 1,7
Páginas: 304
Ano copyright:
Coleção: Estudos - Vol. 382
Ano de edição: 2023
Edição: 1ª
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Autor: Roberto Pereira
Flávio dos Santos Gomes é doutor em História Social (1997) pela Unicamp e professor dos programas de pós-graduação em Arqueologia (Museu Nacional/UFRJ), História Comparada (UFRJ) e História (UFBA). É pesquisador Cientista do Nosso Estado da Faperj e atua no Laboratório de Estudos de História Atlântica das Sociedades Coloniais e Pós-coloniais (LEHA) do Instituto de História da UFRJ.