Jk e a ditadura

Autor: Carlos Heitor Cony
Editora: Objetiva

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Sinopse

A partir de 1961, quando deixou o governo, até 1976, ano em que morreu num acidente nunca inteiramente esclarecido, JK passou pela “noite escura” dos processos, cassação, exílios e prisão, tornando-se um dos maiores vultos de nossa história. Em JK e a ditadura, Carlos Heitor Cony, colaborador de JK na redação de suas memórias, interrompidas por sua morte, e apoiando-se em documentos e depoimentos que recebera pessoalmente do ex-presidente, relata a vida do fundador de Brasília. Longe do poder, Juscelino Kubitschek suportou as infâmias lançadas por seu sucessor, Jânio Quadros, e logo depois, a perseguição promovida pelos militares que deram o golpe de 1º de abril de 1964. Mineiro de Diamantina e avesso a radicalismos, JK criara, na década de 1950, uma era de prosperidade e euforia que marcaria a história contemporânea do Brasil. O ex-presidente tentou de todas as maneiras evitar o golpe político-militar contra a democracia e as liberdades públicas, responsáveis pela violenta deposição de João Goulart, que fora seu vice-presidente em período anterior. Diante do fato consumado, Juscelino acreditou que os novos ocupantes do poder honrariam a palavra empenhada, realizando a eleição presidencial marcada para o ano seguinte, na qual já era candidato homologado pelo partido então majoritário. Conforme o regime se fechava, eliminando os espaços de diálogo com a sociedade civil e inaugurando “os anos de chumbo” que marcaram a história do Brasil, JK tornou-se uma das maiores vítimas da repressão. O presidente considerado o mais querido do país no século XX lutou pelo restabelecimento da democracia, mesmo depois de ter os direitos políticos cassados, sofrendo exílios e sendo preso por ocasião do AI-5.

Dados

Título: Jk E A Ditadura

ISBN: 9788539003969

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 16 x 23

Páginas: 238

Ano copyright: 1982

Ano de edição: 2012

Edição: 1ª

Participantes

Autor: Carlos Heitor Cony

Autor

CARLOS HEITOR CONY

Carlos Heitor Cony nasceu no Rio de Janeiro em 1926, fez humanidades e curso de filosofia no Seminário de São José. Estreou na literatura ganhando por duas vezes consecutivas o Prêmio Manuel Antônio de Almeida (em 1957 e 1958) com os romances A Verdade de Cada Diae Tijolo de Segurança. Trabalhou na imprensa desde 1952, inicialmente no Jornal do Brasil, mais tarde no Correio da Manhã, do qual foi redator, cronista e editor. Depois de várias prisões políticas durante a ditadura militar e de um período no exterior, entrou para o grupo Manchete, no qual lançou a revista Ele e Ela e dirigiu as revistas Desfile e Fatos&Fotos. Foi colunista da Folha de S. Paulo e comentarista da rádio CBN. Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2000, recebeu, entre outros, os prêmios: Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra, em 1996; Jabuti de 1996, da Câmara Brasileira do Livro, pelo romance Quase Memória; Nacional Nestlé de Literatura de 1997, pelo romance O Piano e a Orquestra; Jabuti de 1997, pelo romance A Casa do Poeta Trágico; Jabuti 2000, concedido ao Romance sem Palavras. Em 1998, o governo francês, no Salão do Livro, em Paris, condecorou-o com a L'Ordre des Arts et des Lettres. Cony faleceu em 5 de janeiro de 2018.