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Autor: Hilda Hilst
Editora: Companhia das Letras
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''Em 1990, inconformada com o limitado alcance de seus livros, Hilda Hilst decidiu dar uma guinada radical: se despediu da “literatura séria” e, com os três romances aqui reunidos, inaugurou sua fase pornográfica.Autora de uma obra existencialista e profundamente filosófica, Hilda Hilst não abria mão do humor e da provocação. Em seus livros, sofisticação e transgressão convivem sem hierarquia ou distinção. Com um estilo que mescla dramaturgia, sátira e fluxo de pensamento, a escritora convoca os leitores a olhar pelo buraco da fechadura e refletir sobre as convenções que moldaram o modo como vivemos e pensamos.Trilogia obscena reúne O caderno rosa de Lori Lamby (1990), Contos d’escárnio — textos grotescos (1990) e Cartas de um sedutor (1991). Para a escritora e pesquisadora Bruna Kalil Othero, autora do posfácio a esta edição, o volume pode ser lido como atos de uma peça de teatro. Trata-se de uma performance estética, planejada justamente para perturbar. Concebida essencialmente como uma reação de Hilda às vendas escassas de seus livros e à parca atenção recebida da crítica e dos editores, essa resposta ganha tons de denúncia, com humor escrachado e rebeldia sem ressalvas. Eis a escrita de uma autora extraordinária, cuja obra — jamais domesticada ou submissa — continua a surpreender e a fascinar legiões de leitores.''
Título: Trilogia Obscena
ISBN: 9788535942361
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21 x 1,4
Páginas: 240
Ano copyright: 2025
Coleção:
Ano de edição: 2025
Edição: 1ª
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Autor: Hilda Hilst
Hilda Hilst nasceu em 1930, em Jaú. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo. Hilda Hilst publicou seu primeiro livro de poesia, Presságio, em 1950 e, a partir de 1954, passou a se dedicar integralmente à produção literária. Entre 1955 e 1962, publicou diversas obras de poesia, entre elas Balada do festival e Ode fragmentária. Ainda nesta época, seus versos serviram de inspiração para Adoniran Barbosa, que compôs as músicas Quando te achei e Quando tu passas por mim, baseado nos poemas do livro Trovas de muito amor para um amado senhor. Entre 1965 e 1966 transferiu-se para Campinas, onde passou a morar na "Casa do Sol", construção próxima à fazenda de sua mãe e que foi freqüentada por artistas de diversas áreas. Em 1968 escreveu peças teatrais, como O visitante e O novo sistema. Em 1992, passou a colaborar como cronista no "Caderno C", do jornal Correio Popular, de Campinas, onde permaneceu até 1995. Dentre as diversas obras da autora, destacam-se A obscena senhora D, Bufólicas, Fluxo-floema, seu primeiro livro de ficção, e a trilogia obscena composta pelos títulos O caderno rosa de Lori Lamby, Contos d'escárnio/Textos grotescos e Cartas de um sedutor. Além do Prêmio Moinho Santista pelo conjunto da obra poética, recebido em 2002, Hilda Hilst foi agraciada com o Prêmio Anchieta de Teatro pela peça O verdugo, em 1969; com o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) na categoria "Melhor livro do ano" em 1977, por Ficções; com o Grande Prêmio da Crítica pelo conjunto da obra, também da APCA, em 1981; e ainda com o Prêmio Jabuti por Rútilo nada, em 1994, entre outros. Hilda Hilst faleceu em 4 de fevereiro de 2004, em Campinas.