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Autor: Graciliano Ramos
Editora: Global
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O Box Graciliano Ramos reúne três romances fundamentais do autor alagoano:S. Bernardo,Angústiae Vidas secas. Publicadas em edições especiais, recebem um projeto editorial sofisticado, que inclui capas ilustradas com xilogravuras do mestre J. Borges, cujas imagens dialogam com a força simbólica de cada obra.Essa coleção celebra a força e a atualidade da prosa de Graciliano Ramos, cuja linguagem direta e precisa é reconhecida por retratar com profundidade os conflitos sociais, psicológicos e políticos do Brasil.A coleção reúne conteúdo editorial de alta qualidade, com estudos críticos assinados porRegina Zilberman,Carolina Duarte Damasceno e Alfredo Bosi, além de um esmero gráfico incomum no mercado. Os volumes possuem capas com ilustrações de J. Borges, texto extra comcronologia da vida de Graciliano, além demanuscritos e imagem do autor, materiais visuais selecionados do arquivo do Instituto de Estudos Brasileiros USP (IEB/USP) – Fundo Graciliano Ramos.Obras inclusas no box:S. Bernardo: narrado por Paulo Honório, a narrativa é uma confissão implacável sobre poder, ambição e solidão. A obra expõe o coronelismo rural e a transformação de um homem que, ao conquistar tudo, descobre o vazio de sua trajetória. Uma crítica à autoridade e ao patriarcalismo em prosa firme e corajosa.Angústia: narrado em primeira pessoa por Luís da Silva, um funcionário público à beira do colapso psicológico, o romance mergulha no fluxo de consciência de um homem atormentado por ciúmes, obsessões e pela opressão da vida urbana e social dos anos 1930. Publicado pela primeira vez em 1936, pouco antes de o autor ser preso pelo governo de Getúlio Vargas, é uma alegoria poderosa da repressão e da solidão.Vidas secas: romance essencial da literatura brasileira, que retrata a dura travessia de uma família sertaneja em busca de sobrevivência no sertão assolado pela seca. Com personagens memoráveis – como Fabiano, sinha Vitória, seus dois filhos e a cachorra Baleia –, o livro denuncia a injustiça social de forma precisa e comovente.
Título: Box Graciliano Ramos (Vidas Secas / S.Bernardo / Angústia)
ISBN: 9786556127897
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 696
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2025
Edição: 1ª
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Legenda:
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Formato de tela:
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Autor: Graciliano Ramos
Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em 1892, na cidade de Quebrangulo, em Alagoas. Foi criado no sertão de Pernambuco e, aos 7 anos, morando em Viçosa, passa a estudar no Internato Alagoano, onde publica sua primeira obra, o conto Pequeno Pedinte. Em 1905, morando em Maceió, dedica-se ao estudo do inglês, do francês, e do italiano. Aos 17 anos, sob o pseudônimo Almeida Cunha, publica o soneto Céptico. Aos 18 anos se muda para Palmeira dos Índios, onde ajuda o pai em sua pequena loja de tecidos. Entre l914 e 1915, então no Rio de Janeiro, trabalha como revisor nos jornais Correio da Manhã, A Tarde e O Século, sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira). De volta a Palmeira dos Índios, assumiu a prefeitura em 1928, experiência que lhe ofereceu material para o primeiro romance, Caetés, publicado em 1933. Em 1930 renuncia ao cargo, sendo em seguida nomeado diretor da Imprensa Oficial do Estado, de onde se demite em dezembro de 1931 por motivos políticos. No ano seguinte começa a colocar no papel, seu segundo romance, São Bernardo. Em 1933 foi nomeado diretor de Instrução Pública de Alagoas - cargo correspondente ao de secretário de Estado da Educação -, permanecendo até 1936. Por conta do que, na época, foi chamado "ideias extremistas", foi detido e preso em vários presídios do Rio de Janeiro. Seu drama e dos companheiros de cadeia foram relatados em Memórias do cárcere, publicado postumamente em 1953. Em 1936 lançou Angústia, considerado seu romance mais complexo. Em 1938 escreve o livro que se tornaria sua obra-prima, Vidas secas, seu quarto e último romance, voltado para o drama social e geográfico de sua região - melhor expressão de seu estilo, com ênfase regionalista. Um dos maiores romancistas da história da literatura brasileira e latina, Mestre Graça, como era carinhosamente tratado, morreu no Rio de Janeiro, em 1953, aos 61 anos.