Home › Livros › Literatura e Ficção › Literatura Brasileira
Autor: Aluisio Azevedo
Editora: Tordesilhas
PRODUTO DISPONÍVEL Previsão de postagem em até 3 dias úteis.
De: R$ 89,50
Por: R$ 79,66
em até 3x sem juros
Publicado em 1890, O cortiço é a principal obra do Naturalismo brasileiro e uma das grandes obras da literatura nacional. Neste romance, Aluísio Azevedo retrata, com realismo e crueza, as precárias condições de vida dos moradores de um cortiço carioca no século XIX.Por meio de uma narrativa envolvente, o autor expõe a pobreza, a corrupção, a injustiça e os conflitos sociais que permeiam o cotidiano desse espaço coletivo. Com personagens marcantes e uma ambientação vibrante, o livro convida à reflexão sobre as relações humanas e a animalização do ser humano — tema que se mantém atual.No cortiço, a vida pulsa — desordenada, intensa, inescapável.“E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada e barulhenta,com as suas cercas de varas, as suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhosde três e quatro palmos, que apareciam como manchas alegrespor entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o reverbero das clarasbarracas de algodão cru, armadas sobre os lustrosos bancos de lavar. E osgotejantes jiraus, cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nemlagos de metal branco.E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa,começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva,uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, emultiplicar-se como larvas no esterco.”
Título: O Cortiço
ISBN: 9786555682670
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23 x 2
Páginas: 320
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2025
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código:
Autor: Aluisio Azevedo
Aluísio Azevedo nasceu em São Luís, MA, em 1857, e morreu em Buenos Aires em 1913. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 17 anos, instado por seu irmão, o dramaturgo Artur Azevedo. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes e passou a colaborar com a imprensa, fazendo caricaturas e escrevendo poemas. Publicou Uma lágrima de mulher (1879), sucesso que lhe rendeu condições materiais para viver apenas da escrita. Influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola, seria um dos pioneiros do naturalismo na ficção brasileira. Em 1881, no auge da Campanha Abolicionista, publica O mulato, causando grande comoção. Escreveria ainda Casa de pensão, O coruja e outros romances e folhetins. Em 1895, ingressa na carreira diplomática, deixando para trás a vida literária e a publicação de livros. Representou o Brasil na Espanha, na França, no Japão, na Itália, no Paraguai e na Argentina, onde morreu às vésperas de completar 56 anos.