O cortiço

Autor: Aluisio Azevedo
Editora: Tordesilhas

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Sinopse

Publicado em 1890, O cortiço é a principal obra do Naturalismo brasileiro e uma das grandes obras da literatura nacional. Neste romance, Aluísio Azevedo retrata, com realismo e crueza, as precárias condições de vida dos moradores de um cortiço carioca no século XIX.Por meio de uma narrativa envolvente, o autor expõe a pobreza, a corrupção, a injustiça e os conflitos sociais que permeiam o cotidiano desse espaço coletivo. Com personagens marcantes e uma ambientação vibrante, o livro convida à reflexão sobre as relações humanas e a animalização do ser humano — tema que se mantém atual.No cortiço, a vida pulsa — desordenada, intensa, inescapável.“E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada e barulhenta,com as suas cercas de varas, as suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhosde três e quatro palmos, que apareciam como manchas alegrespor entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o reverbero das clarasbarracas de algodão cru, armadas sobre os lustrosos bancos de lavar. E osgotejantes jiraus, cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nemlagos de metal branco.E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa,começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva,uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, emultiplicar-se como larvas no esterco.”

Dados

Título: O Cortiço

ISBN: 9786555682670

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 16 x 23 x 2

Páginas: 320

Ano de edição: 2025

Edição: 1ª

Participantes

Autor: Aluisio Azevedo

Autor

ALUISIO AZEVEDO

Aluísio Azevedo nasceu em São Luís, MA, em 1857, e morreu em Buenos Aires em 1913. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 17 anos, instado por seu irmão, o dramaturgo Artur Azevedo. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes e passou a colaborar com a imprensa, fazendo caricaturas e escrevendo poemas. Publicou Uma lágrima de mulher (1879), sucesso que lhe rendeu condições materiais para viver apenas da escrita. Influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola, seria um dos pioneiros do naturalismo na ficção brasileira. Em 1881, no auge da Campanha Abolicionista, publica O mulato, causando grande comoção. Escreveria ainda Casa de pensão, O coruja e outros romances e folhetins. Em 1895, ingressa na carreira diplomática, deixando para trás a vida literária e a publicação de livros. Representou o Brasil na Espanha, na França, no Japão, na Itália, no Paraguai e na Argentina, onde morreu às vésperas de completar 56 anos.