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Quem se interessava, na França às portas da Revolução, por narrativas pornográficas envolvendo padres e freiras, por biografias escandalosas de figuras da nobreza? Como essa literatura influenciava homens que logo mergulhariam numa guerra civil? A partir de uma quantidade imensa de documentos, Darnton investiga as relações entre literatura, opinião pública e revolução, e, no final do livro, oferece ainda excertos de três das obras mais procuradas no mercado negro da época. Em vez de se debruçar sobre a literatura consagrada do século XVIII, é nos livros pornográficos, nas fantasias utópicas, nas biografias escandalosas que ele vai buscar uma pista para reencontrar as relações entre a Revolução Francesa e a literatura da época.A partir dessa perspectiva, toda uma série de questões clássicas pode ser refeita. Poderemos entender melhor por que os sistemas de valor se modificam e de que modo a opinião pública influencia o curso da história.
Título: Os best-sellers proibidos
ISBN: 9788571648111
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14,00 X 21,00
Páginas: 456
Ano copyright: 1998
Coleção:
Ano de edição: 1998
Edição: 1ª
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Robert Darnton (1939, Nova York) é historiador, formado em Harvard, Estados Unidos, e com doutorado em história na universidade inglesa de Oxford. Especialista em história da França do século XVIII, seus estudos estão voltados para o Iluminismo e a Revolução Francesa. No Brasil, tem publicados os seguintes livros: O grande massacre de gatos e outros episódios da história cultural francesa, Boemia literária e revolução, O beijo de Lamourette, Edição e sedição, O Iluminismo como negócio e Os dentes falsos de George Washington. A obra Best-sellers proibidos da França pré-revolucionária ganhou, em 1995, o prêmio National Book Critics Circle na categoria de crítica. Em 2007, Darnton assumiu a direção da Biblioteca da Universidade Harvard. Abraçou a missão de digitalizar e tornar acessível gratuitamente pela internet o conjunto da produção intelectual da universidade norte-americana. Seu último trabalho é The Case for Books: Past, Present and Future, de 2009.
fonte: www.flip.org.br