A canoa de papel: tratado de antropologia teatral

Autor: Eugenio Barba
Editora: Teatro Caleidoscópio

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Sinopse

A Canoa de Papel - Tratado de Antropologia Teatral, de Eugenio Barba, é um dos livros mais importantes do pensamento teatral contemporâneo. Escrito em três décadas, o livro reúne tradições ocidentais e orientais na mesma caldeira da Antropologia Teatral, para examinar o comportamento pré-expressivo do homem em estado de representação organizada. O resultado é uma obra indispensável para todo pesquisador das artes cênicas. A experiência com o Odin Teatret; o teatro asiático; os laboratórios e pesquisas de Grotowski; o método de ações físicas de Stanilsavski; a biomecânica de Meyerhold; o sistema de mimo de Decroux e os postulados de Craig, Brecht, Copeau, Mikhail Tchecov, Artaud e de outros “habitantes de tradições” possuem conexões teóricas e fornecem um amplo material para a análise de Barba e a compreensão do “corpo-em-vida”. Como o ator usa seu suporte sobre o palco – superando os condicionamentos habituais – para fornecer impactos e despertar o espectador? Para responder a essa pergunta, Barba utiliza exemplos concretos, desenvolvendo conceitos como “presença”, “pré-expressividade”, “partitura física”, “energia”. O objetivo desse esforço é desvendar a “arte secreta do ator”, ou ainda, os princípios que governam o seu “bios cênico”.

Dados

Título: A Canoa De Papel: Tratado De Antropologia Teatral

ISBN: 9788560783021

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Páginas: 280

Ano de edição: 2011

Edição:

Participantes

Autor: Eugenio Barba

Tradutor: Patricia de Alves

Autor

EUGENIO BARBA

Eugenio Barba nasceu na Itália, em 1936. Após cursar a academia militar em Nápoles (1954), emigrou para a Noruega, onde trabalhou como soldador e marinheiro. Na Universidade de Oslo, graduou-se em Literatura Francesa e Norueguesa e em História da Religião. Em 1961, foi para a Polônia estudar direção teatral na escola oficial de arte dramática. Em 1963, durante seis meses, estudou o Kathakali, uma forma de expressão teatral gerada pela cultura milenar da Índia e pouco difundida no Ocidente. De volta a Oslo em 1964, Barba reuniu um grupo de jovens rejeitados pela escola estatal de ensino de teatro, criando o Odin Teatret, cuja primeira produção, Ornitofi lene, com texto do norueguês Jens Bjørneboe, foi muito bem recebida pela crítica, levando Barba e seu grupo a montar um teatro-laboratório, a convite da cidade dinamarquesa de Holstebro. Em 1979, fundou a ISTA (International School of Theatre Anthropology), um espaço profissional e acadêmico destinado a atividades interdisciplinares, inclusive com a participação de colaborações internacionais. A projeção internacional de Eugenio Barba é marcada por sua participação em cursos palestras e simpósios e nos conselhos editoriais de revistas acadêmicas, tais como tdr-The Drama Review, Performance Research, New Theatre Quaterly e Teatro e Storia. Pela mesma razão, recebeu o título de doutor honoris causa das universidades de Aarhus, Ayacucho, Bolonha, Havana, Varsóvia, Playmouth, Hong Kong e a Reconnaissance de mérite scientifique da Universidade de Montreal.