A morte e a morte de quincas berro d'agua

Autor: Jorge Amado
Editora: Companhia das Letras

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Sinopse

"Saí da leitura dessa extraordinária novela [...] com a mesma sensação que tive, e que nunca mais se repetiu, ao ler os grandes romances e novelas dos mestres russos do século XIX", declarou Vinícius de Moraes. Escrita em 1959, esta pequena obra-prima de concisão narrativa e poética é tida por muitos como uma das mais admiráveis novelas da nossa língua.Numa prosa inebriante, que tangecia o fantástico sem perder o olhar aguçado para as particularidades da sociedade baiana, Jorge Amado narra a história das várias mortes de Joaquim Soares da Cunha, vulgo Quincas Berro Dágua, cidadão exemplar que a certa altura da vida decide abandonar a família e a reputação ilibada para juntar-se à malandragem da cidade.Algum tempo depois, Quincas é encontrado sem vida em seu quarto imundo. Sua avergonhada família tenta restituir-lhe a compostura, vesti-lo e enterrá-lo com decência; mas, no velório, os amigos de copo e farra dão-lhe cachaça, despem-no dos trajes formais e fazem-no voltar a ser o bom e velho Quincas. Levado ao pelourinho, o finado joga capoeira, abraça meretrizes, canta, ri e segue a farra em direção à sua segunda e apoteótica morte.Um caderno de imagens traz fotos e ilustrações ligadas ao livro.

Dados

Título: A Morte E A Morte De Quincas Berro D'agua

ISBN: 9788535911831

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 20,8

Páginas: 120

Ano copyright: 2008

Coleção: Jorge Amado

Ano de edição: 2008

Edição:

Participantes

Autor: Jorge Amado

Autor

AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA

Affonso Romano de Sant'Anna nasceu em Belo Horizonte, MG, em 1937. Bacharelou-se em Letras Neolatinas pela UFMG, em 1962. Em 1969, também pela UFMG, com uma tese sobre Carlos Drummond de Andrade, tornou-se doutor em Literatura Brasileira. Nos anos 1960 participou ativamente de diversos movimentos de renovação da nossa poesia, e durante a ditadura militar publicou nos principais jornais brasileiros, corajosos poemas, reativando a relação do poeta com a vida social e política do país. Entre 1990 e 1996, presidiu a Fundação Biblioteca Nacional, época em que estabeleceu uma eficaz política do livro e da leitura no país. Com cerca de quarenta livros publicados, entre poesia, ensaios e crônicas, é considerado unanimemente um dos mais importantes poetas brasileiros da atualidade. É casado com a escritora Marina Colasanti, com quem escreveu Com Clarice, sobre a obra da amiga Clarice Lispector. Publicou, entre outros, Poesia sobre poesia, Que país é este?, O canibalismo amoroso, O lado esquerdo do meu peito, A catedral de Colônia, Entre leitor e autor, e participou da antologia Traço do poeta. Recebeu algumas das principais comendas brasileiras como Ordem Rio Branco, Medalha Tirandentes, Medalha da Inconfidência, Medalha Santos Dummont.

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