Livro das mil e uma noites vol. 3: ramo egipcio

Autor: Anonimo
Editora: Biblioteca Azul

SOB ENCOMENDA Prazo de postagem em até 15 dias úteis.
Não consta quantidade deste produto em nossos estoques.
Para obtê-lo, este terá que ser adquirido junto a nossos fornecedores mediante checagem prévia de disponibilidade.

R$ 69,90

em até 3x sem juros

Adicionar
à sacola


Entrega

Entrega = postagem + transporte, pesquise para seu CEP:

Sinopse

O Livro das mil e uma noites é um desses livros que (quase) dispensam apresentações. Algumas de suas histórias e personagens, como Ali Babá e sua caverna, Simbad, o marujo, Aladim e o gênio da lâmpada e a própria Sherazade tornaram-se parte do que se pode chamar de repertório mundial. Poucos desconhecem a história da mulher que conta, a cada noite, uma história diferente para seu amante. Menos lembrado é Sherazade estar condenada à morte. Pois a narrativa começa com o adultério da mulher do sultão. Ele, então, a mata, e para garantir não ser traído outra vez, passa a matar no fim da noite de núpcias as novas mulheres com quem se casa, a um ritmo de uma noiva por dia. Para se salvar, quando chega sua vez Sherazade tece uma trama narrativa na verdadeira acepção da expressão. Pois suas histórias não duram uma noite: duram um pouco menos. Assim, sempre começa a história seguinte antes que a noite acabe, de modo que a curiosidade do sultão a mantém viva por todo o dia, para que, na noite seguinte, complete a história. Que de fato se completa, apenas para que uma nova seja iniciada, mas não terminada. Outro fato menos conhecido é o Livro das mil e uma noites ser uma obra de mil e uma origens. Tanto no tempo quanto no espaço. Criação anônima, oral e coletiva, é na verdade uma vasta compilação de histórias de várias tradições: além de árabes, também persas e hindus; além de islâmicas, também cristãs (apesar de islamizadas). No Ocidente, seu caminho começa no século XIX, em traduções como a do inglês Richard Francis Burton e do francês Antoine Galland. A de Galland acabaria por se impor, tornando-se a versão conhecida e reconhecida. Porém se trata mesmo de uma versão, mais do que de uma tradução: pois Galland, eivado de preconceitos vitorianos, seleciona histórias e expurga tudo que lhe parece minimamente ofensivo à moral cristã da época (além de “literarizar” a oralidade original). E em se tratando de narrativas de origem popular, em que, além do “maravilhoso”, o escabroso e o sexual muitas vezes se impõem, isso não é pouco (apesar mesmo dos reparos já realizados pela moralidade islâmica). Pode-se, então, afirmar, sem medo de exagero, que esta edição do Livro das mil e uma noites – com destaque para este volume III, de histórias acrescidas ao ciclo mais antigo visando completar o número indicado no título – traz uma obra paradoxalmente nova, tanto nas versões das histórias como em várias histórias “novas” como em sua organização. O estranhamento, que começa já na sintaxe marcadamente oral do texto, em contraste com a tradição propriamente literária do Ocidente, prossegue em nomes e epítetos: Sherazade torna-se, pela transliteração direta, Sahrazad; Simbad é “Sindabad, o navegante”, etc. Um livro, enfim, ao mesmo tempo conhecido e desconhecido. Como, aliás, o próprio Oriente.

Dados

Título: Livro das mil e uma noites vol. 3: ramo egipcio

ISBN: 9788525039705

Idioma: Português

Encadernação: Capa dura

Formato: 16 x 23,5

Páginas: 376

Ano copyright: 2007

Ano de edição: 2007

Edição:

Participantes

Autor: Anonimo

Tradutor: Mamede Mustafa Jarouche

Autor

MAMEDE MUSTAFA JAROUCHE

Mamede Mustafa Jarouche
O professor da USP Mamede Mustafa Jarouche é um dos principais pesquisadores e tradutores brasileiros da literatura árabe. Filho de imigrantes libaneses, nascido em Osasco em 1963, Jarouche traduziu do árabe ao português uma relação extensa de obras fundamentais, a principal delas o Livro das mil e uma noites, publicado aqui em quatro volumes. Por este último, recebeu os prêmios Jabuti, APCA e Paulo Rónai da Biblioteca Nacional. No momento, está traduzindo para o português O colar da pomba, tratado amoroso de Ibn Hazm.