Vida e morte de m. j. gonzaga de sá

Autor: Lima Barreto
Editora: L&PM Pocket

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Sinopse

"Um romance original sobre as relações sociais no BrasilApresentação, cronologia e notas de Luiz Carlos dos Santos“De Gonzaga de Sá, vou contar-lhes as suas coisas íntimas e dizer-lhes, antes de tudo, como morreu, para fazer bem ressaltar certos trechos e particulares que serão mais tarde contados, de sua bela obscuridade. Narremos os fatos.”Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, publicado em 1919 e obra da maturidade de Lima Barreto (1881-1922), é um dos textos mais importantes do autor. Ao mesmo tempo, trata-se de um dos livros menos compreendidos e estudados desse ficcionista que, como nenhum outro, retratou a iniquidade das relações étnico-sociais no Brasil.O narrador-personagem é Augusto Machado, funcionário público que trava conhecimento com M. J. Gonzaga de Sá – também funcionário público, da ficcional Secretaria dos Cultos, e descendente de portugueses fundadores do Rio de Janeiro. Machado decide contar a vida deste solteirão erudito, com quem, por diversas vezes, percorre bairros da então capital federal – inclusive a periferia – observando o cotidiano e a vida das pessoas.O que Lima Barreto faz é destrinchar de forma mordaz as relações sociais na capital da jovem República, retratando áreas suburbanas e periféricas que não são espaços de poder e nem tampouco eram considerados cenários literários. Um romance revelador para se pensar o peso do eurocentrismo, do elitismo e do clientelismo na formação do país. "

Dados

Título: Vida E Morte De M. J. Gonzaga De Sá

ISBN: 9786556666730

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 10,7 x 17,8 x 1,1

Páginas: 208

Ano de edição: 2026

Edição:

Participantes

Autor: Lima Barreto

Autor

LIMA BARRETO

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 1881. A mãe, escrava liberta, morreu quando o filho tinha seis anos. A abolição da escravatura ocorreu em 1888, no dia de seu aniversário de sete anos, mas as marcas desse período, o preconceito racial e a difícil inserção de negros e mulatos na sociedade brasileira nunca deixaram de ocupar o centro de sua obra literária. Em 1900, o escritor deu início aos registros do Diário íntimo, com impressões sobre a cidade e a vida urbana do Rio de Janeiro. Lima Barreto começa sua colaboração mais regular na imprensa em 1905, quando escreve reportagens, publicadas no Correio da Manhã, sobre a demolição do Morro do Castelo, no centro do Rio, consideradas um dos marcos inaugurais do jornalismo literário brasileiro. Na mesma época, começa a escrever a primeira versão de Clara dos Anjos, livro que seria publicado apenas postumamente, e elabora os prefácios de dois romances: Recordações do escrivão Isaías Caminha e Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. No romance Recordações do escrivão Isaías Caminha, o jornal Correio da Manhã e seu diretor de redação são retratados de maneira impiedosa, e Lima Barreto tem então seu nome proscrito na grande imprensa carioca. O escritor passa a publicar crônicas, contos e peças satíricas em veículos como Fon-Fon, Careta e O Malho. Em 1911, escreve e publica Triste fim de Policarpo Quaresma em folhetim do Jornal do Comércio. Postumamente saem Os bruzundangas e as crônicas de Bagatelas e Feiras e mafuás. Morreu no Rio de Janeiro, em 1922.