Pó de arroz

Autor: Bruna Beber
Editora: Circulo de Poemas

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Sinopse

Não são muitos os poetas de que podemos dizer que riem enquanto escrevem e, menos ainda, aqueles que fazem os leitores rirem enquanto leem seus versos. Bruna Beber, sem dúvida, é uma dessas, desde sua estreia que agora completa duas décadas, porque acompanhar suas palavras é como fazer um passeio pelas ruas mais inusitadas, entrando e saindo das casas de amigos e amores, de bares e feiras, parando para comer um pastel, bater um papo nada urgente ou morder com vontade alguma fruta.O leitor do Círculo de Poemas já foi lançado no meio desse rolê por Sal de fruta, em 2023. Agora, em Pó de arroz, segundo volume da sua “Trilogia filológica do paladar”, o amor colhido no caminho pode aparecer assim: “Ela me deu um Bubbaloo. Tomamos suco de angu. De repente uma confusão. Rolamos nuas pelo chão. De São Paulo à Tijuca: totó, tranca e sinuca. Da Tijuca ao Piauí: cerveja, pinga e tambaqui”. E descobrimos, nessa série de poemas em prosa que tem ovos — sim, ovos — como protagonistas, algumas verdades simples, como são aquelas de que mais precisamos: ora ela nos diz que “A paixão é molhadinha”, ora que “Água de cheiro de gente é tão bom”.A poesia de Beber gosta do desvio, do drible, do jogo. Em Pó de arroz, há muita comida: pastel, farofa, cozido, mel, ovos, ovas e mais ovos. Mas, no fundo, é de amor e desamor que se trata o tempo todo. Ou não? Repare: “é na cozinha que sou mais feliz quando não estou na sala”. E ela fala tão de perto conosco que nem parece estar fazendo poesia. Mas está, ô se está.

Dados

Título: Pó De Arroz

ISBN: 9786561391221

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 13,5 x 20 x 0,4

Páginas: 32

Ano de edição: 2026

Edição:

Participantes

Autor: Bruna Beber

Autor

BRUNA BEBER

A poesia de Bruna Beber (Duque de Caxias, 1984) combina de maneira original humor e melancolia para falar dos azares da vida amorosa, revelar breves instantâneos da paisagem urbana brasileira e refletir sobre o próprio ofício de escritora, driblando com igual habilidade o solene e o banal. Seus poemas, reconhecidos entre os mais importantes de sua geração, já foram publicados em revistas e antologias no Brasil, Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos, México e Portugal. Bruna é autora de A fila sem fim dos demônios descontentes (2006), Balés (2009), Rapapés & apupos (2012) e Rua da padaria (2013).