Home › Livros › Infanto-Juvenil › Infantil
“Agora tenho saudade do que não fui. Acho que o que faço agora é o que eu não pude fazer na infância”. Manoel de Barros nunca saiu da infância. E ele escreve assim, como quem brinca. As palavras são seus objetos, as imagens, o que as une em frases que podem falar diretamente para os pequenos leitores. O universo infantil destes breves poemas que mais parecem contos selecionados da obra do autor se completa com as belas iluminuras de Martha Barros, filha do poeta. São estranhas espécies de garatujas que se combinam com os textos para dar um clima de início de tudo. E, como todo início, transbordante de imaginação.Memórias inventadas para crianças é um convite à descoberta do prazer da literatura. São poucos os autores que conseguem essa mágica. Manoel de Barros é sem dúvida um deles.
Título: Memorias Inventadas Para Crianças
ISBN: 9788576655596
Idioma: Português
Encadernação: Capa dura
Formato: 21 x 28
Páginas: 32
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2010
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código:
Manoel de Barros nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, em dezembro de 1916, e passou a infância no Mato Grosso do Sul, primeiro numa fazenda próxima a Corumbá, depois num internato em Campo Grande. Aos doze anos, foi estudar no Rio de Janeiro — cidade onde viveu por mais de trinta anos, antes de voltar ao Mato Grosso do Sul. Filho de fazendeiros, aos 13 anos começou a esboçar seus primeiros poemas. O livro de estreia, Poemas concebidos sem pecado, foi publicado em 1937. No início da década de 50, Manoel de Barros voltou para o Pantanal de sua infância e assumiu definitivamente a fazenda que fora de seus pais, onde conciliou as atividades de fazendeiro e poeta. Levantava-se às cinco da manhã e ia para o escritório trabalhar por quatro horas diárias, escrevendo e lendo para "desenvolver o imaginário". Perfeccionista, Manoel de Barros não hesitava em reescrever dezenas de vezes um poema, até que ficasse satisfeito com o resultado. Era no Pantanal, no meio de um dos ecossistemas mais ricos do planeta e caminhando pelas ruas das pequenas cidades, que encontrava a inspiração para sua obra, na fala do povo, no vocabulário do homem pantaneiro. O resultado é uma linguagem própria que ele chamava de “idioleto manoelês archaico”. Recebeu diversos prêmios, entre eles: o Prêmio Nacional de Poesias, em 1966, com Gramática expositiva do chão, o Prêmio Jabuti, em 1987, com O guardador de águas, o Prêmio Biblioteca Nacional em 1996, e o Prêmio Nestlé de Literatura em 1997, por Livro sobre o nada, e o Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, em 1998, pelo conjunto da obra. Faleceu em novembro de 2014, aos 97 anos. Manoel de Barros foi tema do documentário Só dez por cento é mentira, do diretor Pedro Cezar, exibido em 2010.