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Autor: Dalton Trevisan
Editora: L&PM Pocket
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"Lenço na cabeça, afogueada, frita os pastéis de banana, pelos quais o distinto se lambe. De repente dois pastéis voam ali na Santa Ceia. - Que é isso? Está doida?Furiosa, alveja-o com pastéis, espirrando de gordura quente.- Hoje sou eu.Escada abaixo perseguindo-o, escumadeira em punho. Ele com um livro de baixo do braço. Até que escapole aos grandes pulos. - Seu gigolô barato. Com os gritos surgem na porta os vizinhos."
Título: Mirinha: Novela
ISBN: 9788525424853
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 10,7 x 17,8 x 0,6
Páginas: 96
Ano copyright:
Coleção: L&Pm Pocket - Vol. 988
Ano de edição: 2011
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
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Autor: Dalton Trevisan
Dalton Trevisan nasceu em Curitiba, em 1925. Formou-se na Faculdade de Direito do Paraná e liderou o grupo literário que publicou, entre 1946 e 1948, a revista Joaquim. A publicação continha o material de seus primeiros livros de ficção, incluindo Sonata ao luar (1945) e Sete anos de pastor (1948). Em 1954 publicou, entre outros, o Guia Histórico de Curitiba e Crônicas da Província de Curitiba, edições populares à maneira dos folhetos de feira. A partir dos habitantes da cidade, criou personagens e situações de significado universal, em que as tramas psicológicas e os costumes são recriados por meio de uma linguagem concisa e popular, que valoriza os incidentes do cotidiano sofrido e angustiante. Em 1968, concorrendo sob pseudônimo, Trevisan conquistou o primeiro lugar do I Concurso Nacional de Contos do Estado do Paraná. Dedicando-se exclusivamente ao conto (só teve um romance publicado: A Polaquinha), Trevisan acabou se tornando o maior mestre brasileiro no gênero. Em 1996, recebeu o Prêmio Ministério da Cultura de Literatura pelo conjunto de sua obra. Avesso a entrevistas e demais exposições na mídia, Trevisan recebeu a alcunha de “Vampiro de Curitiba”, nome de um de seus livros. É autor, entre outros, de Ah, é?, obra-prima do estilo minimalista, Novelas nada exemplares (1959), Morte na praça (1964), Cemitério de elefantes (1964) e O vampiro de Curitiba (1965). Em 2003, dividiu com Bernardo Carvalho o 1º Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira com o livro Pico na Veia.