Contos de amor do seculo xix

Autor: Vários (ver informações no detalhe)
Editora: Companhia das Letras

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Sinopse

Passadas as revoluções e guerras que, a partir de 1789, deram origem ao mundo burguês, urbano e individualista, o século xix vê-se às voltas com a invenção de novas formas de organização da política, das idéias e, é claro, também do amor. É o século vibrante do romantismo desabrido, da moral vitoriana, da paixão melodramática, dos dramas intimistas no recesso do lar ou do inconsciente — caminhos díspares do sentimento amoroso que entretanto não páram de se cruzar de modo surpreendente. É esse o território que Alberto Manguel mapeia nesta notável seleção de contos.O ponto de partida são Kleist e Sade, que anunciam essa era de ambigüidades. Daí, Manguel percorre dois grandes veios. De um lado, a paixão romântica em suas modalidades sentimentais, perversas, conjugais ou fantásticas — o universo de Balzac, Nerval e Bécquer.De outro, o decoro vitoriano, feito de reservas, meandros e casuísmos, tantas vezes cômicos — e aqui estamos no terreno preferido de autores menos conhecidos no Brasil, como Elizabeth Gaskell e Ronald Firbank, mas também de mestres como Henry James, Kipling e Jacobsen. Com sua leitura vasta e heterodoxa, Manguel amplia o raio da antologia. A escritora canadense Tekahionwake nos apresenta o amor no âmbito não-ocidental, ao passo que R. L. Stevenson narra o destino de uma nativa do Pacífico Sul sob o império (literalmente) da moral européia. Por fim, numa breve obraprima de 1903, “Depois do baile”, Tolstói estilhaça as últimas ilusões sentimentais do século xix e nos conduz às vésperas do turbilhão do século XX.

Dados

Título: Contos De Amor Do Seculo Xix

ISBN: 9788535911381

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 16 x 23

Páginas: 568

Ano copyright: 2007

Ano de edição: 2007

Edição:

Autor

ALBERTO MANGUEL

Alberto Manguel nasceu em 1948, em Buenos Aires. Passou a infância em Israel, onde seu pai era embaixador argentino, e estudou na Argentina. Viveu na Espanha, na França, na Inglaterra e na Itália, ganhando a vida como leitor para várias editoras. Autor de livros de ficção e não ficção, também contribui regularmente para jornais e revistas do mundo inteiro. Vive em Buenos Aires, onde é diretor da Biblioteca Nacional. No Brasil já publicou, entre outros, A cidade das palavras, A biblioteca à noite e Lendo imagens.