O toldo vermelho de bolonha

Autor: John Berger
Editora: Editora 34

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Sinopse

Diante de um achado ou de uma visão formidável, o tio Edgar levava o dedo com a verruga aos lábios, convidando seu jovem sobrinho — o futuro narrador de O toldo vermelho de Bolonha — a fazer silêncio, a não dissipar a experiência vivida a golpes de lugares-comuns. “Deus é o não-dito”, sussurra ele à hora de dormir, certa noite em Saint-Malo. Essa discrição essencial dá o tom deste livro breve e luminoso, um dos últimos de John Berger. Sem alarde, o autor deixa as fórmulas feitas de lado e passeia entre um subúrbio londrino e as arcadas de Bolonha, o relato de viagem e o retrato falado do tio original e ligeiramente pancada, enquanto se permite toda sorte de digressão sobre receitas locais, tecidos de linho, estátuas em terracota, variedades de café ou ainda sobre os vínculos secretos e libertadores entre os grandes sofrimentos e os pequenos prazeres.John Berger nasceu em Londres, em 1926. Crítico de arte conhecido por um sem-número de ensaios e livros como Modos de ver (1972), dedicou-se com igual brilhantismo à ficção — seu romance G. mereceu o Booker Prize de 1972. O relato O toldo vermelho de Bolonha, publicado em 2007, faz parte da sequência de livros breves e inclassificáveis que publicou nos últimos anos de vida. John Berger faleceu em 2017, nos arredores de Paris.

Dados

Título: O toldo vermelho de bolonha

ISBN: 9786555252613

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 12 x 18 x 0,9

Páginas: 112

Ano copyright: 2026

Coleção: Fabula

Ano de edição: 2026

Edição:

Participantes

Autor: John Berger

Tradutor: Samuel Titan Junior

Autor

SAMUEL TITAN JUNIOR

Samuel Titan Jr. nasceu em Belém, em 1970. Estudou filosofia na Universidade de São Paulo, onde leciona Teoria Literária e Literatura Comparada desde 2005. Editor e tradutor, assinou versões para o português de autores como Erich Auerbach (Ensaios de literatura ocidental, 2007, com José Marcos Macedo), Adolfo Bioy Casares (A invenção de Morel, 2006), Michel Leiris (O espelho da tauromaquia, 2001), Gustave Flaubert (Três contos, 2004, em colaboração com Milton Hatoum) e Voltaire (Cândido ou o otimismo, 2013).