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Em um futuro não muito distante, pós uma distópica Terceira Guerra Mundial, as máquinas venceram. Quase tudo foi automatizado e logo a sociedade se dividiu sob um novo sistema de estratificação não mais baseado em dinheiro, mas em inteligência. De acordo com seu QI e capacidade intelectual, os indivíduos são classificados e registrados em um cartão e sua posição social — um destino de glória ou esquecimento — é definida a partir desses dados.Do lado dos privilegiados — engenheiros e gerentes — o doutor Paul Proteus leva uma vida confortável no alto escalão das Indústrias Illium, o maquinário que controla toda a vida da cidade homônima. Sua casa confortável, o prestígio entre os pares, a esposa dentro dos padrões: absolutamente tudo está em seu devido lugar e a ordem impera. Mas a visita inesperada do inconformado Ed Finnerty, um ex-colega de trabalho, promove um abalo sísmico em Paul e suas consequências logo se transformam em uma ameaça não apenas ao seu estilo de vida, mas ao de toda a estrutura que o cerca.Quando atravessa o rio que divide a cidade e suas castas, Paul vê como é a vida de quem foi excluído do sistema. Mais do que uma crítica à automação e ao progresso desenfreado das tecnologias, Piano mecânico é um livro sobre o desconforto inerente que toda estrutura social causa ao homem moderno. Escrito logo após a publicação de 1984, a obra compartilha com Orwell a ansiedade do pós-guerra e o medo de que, em tempos de paz, as nações venham a se submeter a níveis paranoicos de controle social.
Título: Piano mecanico
ISBN: 9786555600223
Idioma: Português
Encadernação: Capa dura
Formato: 13,5 x 21,5 x 2,8
Páginas: 496
Ano copyright: 1980
Coleção:
Ano de edição: 2020
Edição: 1ª
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Daniel Pellizzari nasceu em Manaus, em 1974, e é escritor, tradutor e editor. Em Porto Alegre, fundou com os amigos Daniel Galera e Guilherme Pilla a Livros do Mal, editora por onde publicou seus primeiros volumes de contos, Ovelhas que voam se perdem no céu (2001) e O livro das cousas que acontecem (2002). Publicou também o romance Dedo negro com unha (2005). Traduziu obras de autores como William Burroughs, David Mitchell e David Foster Wallace. Em 2012, lançou em seu site a antologia Melhor seria nunca ter existido. Mora em São Paulo.