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Autor: Vários (ver informações no detalhe)
Editora: Ubu
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Ganhar o mundo apresenta um feminismo que se reconhece como um campo de resistência e transformação social, atento a sua capacidade de conexão transnacional. A coletânea reúne referências do pensamento e da luta feminista de diferentes partes do mundo, trazendo à tona seu legado como inspiração para os desafios contemporâneos. O que fazer quando parece não haver saída? Aqui, Verónica Gago, Françoise Vergès, Djamila Ribeiro, Lola Olufemi, Sayak Valencia, Zahra Ali, Rama Salla Dieng e Silvia Federici compartilham trajetórias locais tão díspares como a da África francófona entre os anos 1950 e 1980 e a das comunistas negras no Reino Unido na década de 1970; as perspectivas feministas no candomblé e no meio editorial francês; as repercussões do movimento latino-americano Ni Una Menos e da Revolução de Outubro no Iraque. O livro convida a sair da própria experiência e ganhar um mundo de histórias feministas, aprendendo com o legado de mulheres dos quatro cantos da Terra.Mais sobre cada textoVerónica Gago discute as mobilizações feministas contemporâneas, principalmente no Sul global, e sua produção teórica baseada na experiência prática. Analisando o movimento Ni Una Menos e a circulação internacional de seus slogans, ela reflete sobre como a luta feminista responde à violência, gera novas formas de organização e conhecimento, adaptando-se a diferentes contextos. Françoise Vergès resgata o papel da editora des femmes como um ato editorial político fundamental na resistência às ditaduras sul-americanas. Djamila Ribeiro apresenta as perspectivas femininas no candomblé, destacando as yabás e sua relação com a maternidade como formas de agência e resistência. No eixo da militância transnacional, Lola Olufemi revisita a trajetória das organizações feministas e comunistas negras no Reino Unido, explorando o papel do jornal Outwrite na luta contra a desinformação liberal. Sayak Valencia examina a intersecção entre feminismo radical e transfeminismo em meio à violência estrutural latino-americana. Zahra Ali propõe um olhar para os feminismos no Iraque e sua relação com a Revolução de Outubro, enquanto Rama Salla Dieng recupera a história do ativismo feminista na África francófona por meio da revista senegalesa AWA e do jornal Fippu. O livro se encerra com uma homenagem de Silvia Federici a Maria Mies, destacando seu legado teórico para a luta feminista global.Marcado pela diversidade de perspectivas e pela força de suas análises, Ganhar o mundo não apenas revisita o passado, mas propõe um feminismo que reivindica sua história como uma ferramenta essencial para compreender e transformar o presente.
Título: Ganhar O Mundo: Sobre Os Legados Feministas
ISBN: 9788571262065
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13 x 21 x 1,2
Páginas: 208
Ano copyright: 2025
Coleção:
Ano de edição: 2025
Edição: 1ª
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Autor: Djamila Ribeiro | Françoise Verges | Lola Olufemi | Rama Salla Dieng | Sayak Valencia | Silvia Federici | Veronica Gago | Zahra Ali
Tradutor: Cristina Cupertino | Juliana Pavao | Mariana Echalar
Djamila Ribeiro (Santos – São Paulo, 1980) é uma das vozes mais ativas do feminismo negro brasileiro. Participa de debates sobre raça e gênero e é pesquisadora na área de Filosofia Política da Unifesp. Assina colunas nas revistas Carta Capital e Elle e nos sites Blogueiras Negras e Azmina. Foi secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo na gestão de Fernando Haddad. Publicou O que é lugar de fala? (2017) e Quem tem medo do feminismo negro? (2018). Coordena uma coleção de livros sobre feminismo negro e racismo pela Editora Letramento.