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Autor: Alberto Martins
Editora: Circulo de Poemas
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Chapas de metal, parafusos, placas de madeira, serragem, argila, zarcão: é no meio de “prateleiras cheias de tralha,/ uma confusão de cacarecos” que Alberto Martins, poeta e artista plástico, procura as lascas da poesia. E vice-versa. Neste caderno, em que as palavras convivem com a voz dura das gravuras, o poeta transita entre a anotação e a citação, entre a faxina e o sonho. A tinta preta das letras e das gravuras é a mesma.Caderno de lascas é um poema, ou uma série de poemas, mas sua forma transborda. Ao mesmo tempo, é um ensaio, ainda que também escape para outros registros. Essa forma oscilante, mutante, entre verbal e visual, forja uma reflexão sobre o trabalho do poeta e o do artista em geral, como trabalho mesmo, ação concreta do corpo, da mente, das ferramentas sobre determinados materiais, revelando a linguagem das coisas e, claro, as coisas da linguagem, testando diferentes escalas para o próprio gesto.Nessa oficina aberta, confluem os trabalhos — as artes — de escultores, gravadores, tradutores, mas também de soldadores, marceneiros, caldeireiros. Interessa ao autor chegar até o lugar em que as duas acepções de pintor, seja de quadros ou de paredes, não se distinguem. Por outro lado, essas “lascas” escritas, que partem do ateliê do gravurista, convidam a entrar na obra de um dos mais importantes poetas em atividade. No fundo, não há divisões entre as diversas práticas de Alberto Martins: dá para ouvir o martelo bater, a faca rasgar e o formão escavar sob suas palavras.
Título: Caderno De Lascas
ISBN: 9786561391160
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,5 x 20 x 1
Páginas: 40
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2026
Edição: 1ª
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Autor: Alberto Martins
Escritor e artista plástico, Alberto Martins nasceu em Santos, SP, 1958. Formou-se em Letras na USP em 1981, e nesse mesmo ano iniciou sua prática de gravura na ECA-USP. Como escritor publicou, entre outros, os livros Poemas (1990); Goeldi: história de horizonte (1995), que recebeu o Prêmio Jabuti; A floresta e o estrangeiro (2000); Cais (2002); A história dos ossos (2005), distinguido com o Prêmio Portugal Telecom de Literatura; A história de Biruta (2008); a peça Uma noite em cinco atos (2009) e Em trânsito (2010), menção honrosa no Prêmio Moacyr Scliar de Literatura. Em 2011 passou uma estadia no Bellagio Center, na Itália, para a conclusão do romance Lívia e o cemitério africano.