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Autor: Padre Antonio Vieira
Editora: Globo
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Este é o primeiro de três volumes das Cartas do padre Antônio Vieira, que a Editora Globo está lançando para homenagear os 400 anos de nascimento do pregador jesuíta. É a primeira vez no Brasil que as cartas reunidas e anotadas são publicadas (a coletânea foi publicada somente em Portugal). A presente edição conta com uma alentada apresentação do maior especialista brasileiro em Vieira da atualidade, Alcir Pécora — que, além de comentar a edição original, o conteúdo das cartas e seu contexto histórico e biográfico, também analisa o estilo epistolar da época em geral e de Vieira em particular.Diz, em síntese, a apresentação: “Um aspecto a destacar na edição das Cartas produzida por João Lúcio de Azevedo é o didatismo de sua organização, que privilegia a ordenação do material por ordem cronológica, e a divisão em capítulos segundo diferentes períodos da vida tumultuosa do jesuíta. [...] No primeiro volume elas referem, respectivamente: (1) a sua primeira carta conhecida, a longa Carta Ânua da Província do Brasil, em língua latina, escrita em nome do Provincial da Bahia ao Geral da Companhia dando conta das ocorrências dos anos 1624-25, quando a cidade da Bahia cai sob o ataque holandês; (2) e (3) aquelas escritas respectivamente durante suas duas missões diplomáticas a Paris e Haia, a serviço de D. João IV, a quem cabia a difícil missão de sustentar a coroa portuguesa em meio a guerras contra duas das maiores potências do tempo: Espanha e Holanda; (4) as cartas escritas durante sua missão diplomática a Roma, na qual procurava estabelecer a paz com Espanha e, ao mesmo tempo, fomentar a insurreição dos napolitanos contra o senhorio de Castela, de modo a dividir as suas forças; (5) as cartas escritas durante o período de seu retorno ao Brasil, desta vez como superior das missões do Maranhão, Macapá e Grão-Pará.”Antônio Vieira é unanimemente considerado um dos mais importantes intelectuais do século XVII e um dos mais influentes homens de seu tempo no Brasil e em Portugal. Somado à importância do período histórico em que viveu, marcado pela Contra-Reforma, a Inquisição, a consolidação do Brasil colonial frente a reivindicações espanholas e holandesas, para não falar da própria emergência do mundo moderno nos estertores da Idade Média, suas cartas, que refletem a posição de um homem que esteve no centro de todos esses acontecimentos, têm um interesse e uma relevância que não podem ser exagerados. Para não falar do inesgotável prazer de ler ou reler aquele a quem Fernando Pessoa chamou, simplesmente, de “o imperador da língua portuguesa”.
Título: Cartas Vol.1
ISBN: 9788525045591
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23
Páginas: 484
Ano copyright: 2008
Coleção:
Ano de edição: 2008
Edição: 1ª
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Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
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Código:
Antônio Vieira (Lisboa, 06/02/1608 — Salvador, 18/07/1697). Em 1616 sua família transferiu-se para Salvador (Bahia). Estudou no colégio jesuíta e entrou na Companhia de Jesus em 1623. D. João IV nomeou-o pregador régio em 1644 e de 1646 a 1650 ocupou-o em diversas embaixadas na França, Inglaterra, Holanda e Roma. De 1652 a 1661 foi Superior e Visitador das missões do Maranhão e Pará. Entre 1658 e 1660 redigiu o Regimento das Aldeias. O estatuto interno das missões portuguesas da Companhia de Jesus no Maranhão, Pará e Amazonas vigorou durante um século. Em seguida a uma revolta dos colonos, foi desterrado para o Porto em 1662 e denunciado à Inquisição por causa de seus escritos, sobretudo Esperanças de Portugal, quinto império do mundo. Para retirar a censura jurídica, apelou a Roma. Aí deslumbrou a corte pontifícia com sermões e discursos, e persistiu no combate contra o estilo da Inquisição portuguesa. Voltou para a Bahia em janeiro de 1681 e preparou suas obras para a publicação (Sermões e Chave dos profetas). Diplomata, reformador social, apóstolo e protetor dos índios, administrador, pregador e literato, com a palavra falada e escrita, sustentou ásperas batalhas a favor da pátria, da liberdade dos índios e dos cristãos novos. Vieira foi uma das maiores figuras do pensamento luso-brasileiro do século XVII. Pregava com a mesma facilidade, compreensão, elevação e beleza formal a escravos negros de um engenho de açúcar, a índios de catequese nas ribeiras do Amazonas, em momentos de crise nacional - despertando as consciências contra a invasão holandesa de Pernambuco e a castelhana de Alentejo - e sentia-se à vontade nos púlpitos da Bahia, do Maranhão, da capela real de Lisboa e da corte pontifícia de Roma.