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Autor: Friedrich A. Kittler
Editora: UFMG
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Para entender o impacto das mídias digitais precisamos entender seus precursores analógicos. Cabe retornar a Edison e em seguida dirigir-se a Turing. O que acontece quando fonógrafos e câmeras erodem a hegemonia da imprensa? O que se passa quando palavras que meramente simbolizam coisas são desafiadas por dispositivos capazes de capturar os efeitos físicos do real na forma de ondas de som e luz? E se a escrita á algo quintessencialmente humano, o que acontece aos humanos- ou melhor, o que são os humanos- quando essa atividade é mecanizada por máquinas de escrever? Ninguém traçou o impacto discursivo e ontológico das mídias analógicas em maior profundidade que Friedriich Kitter; e em nenhuma parte ele apresenta um relato mais acessível e convincente que em Gramofone, Filme, Typewriter. Graças à combinação inaudita entre reflexão teórica e expertise tecnológica, à singular mistura de análise do discurso francesa (Lacan e Foucault), teoria da mídia canadense (McLuhan) e filosofia alemã da técnica (Heidegger), ele se tornou o mais importante livro de Kitter. Sua verve provocativa já está presente na notória frase de abertura: "Os meios determinam nossa situação". Permanece aberto ao debate se a tese é verdadeira, mas esse debate foi inquestionavelmente moldado por Kittler. Gramofone, Filme, Typewriter determina a situação da teoria da mídia.
Título: Gramofone, Filme, Typewriter
ISBN: 9788542302790
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 18 x 25 x 5
Páginas: 414
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2019
Edição: 1ª
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Guilherme Gontijo Flores (Brasília, 1984) é poeta, tradutor e leciona latim na UFPR. Estreou com os poemas de Brasa Enganosa, em 2013, finalista do Portugal Telecom. Em 2014 lançou o poema-site Troiades – Remix para o Próximo Milênio. Essas obras deram início à tetralogia Todos os Nomes que Talvez Tivéssemos. Como tradutor, entre vários outros, publicou A Anatomia da Melancolia, de Robert Burton (2011-2013, premiado com APCA e Jabuti).