Exílio como forma: gonçalves dias e o dilema brasileiro

Autor: Joao Cezar de Castro Rocha
Editora: Autêntica

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Sinopse

Em julho de 1843, um jovem brasileiro, prestes a completar 20 anos, estudante de Direito na Universidade de Coimbra, em Portugal, escreveu um poema destinado à posteridade, num momento em que, por assim dizer, o país independente ainda não havia completado 21 anos.Intitulando o poema "Canção do exílio", Gonçalves Dias inaugurou uma experiência de pensamento que, a partir de seus versos, deu forma a um traço propriamente brasileiro: o exílio como forma paradoxal de identidade.A "Canção do exílio" tornou-se uma espécie de matriz textual da poesia nacional, tanto por suas qualidades intrínsecas quanto pelo processo de consagração que se estabeleceu desde a publicação dos Primeiros cantos, em 1847.Contudo, o que está por trás da inquietante adoção do exílio como forma literária? Será a "Canção do exílio" um poema-sintoma? No caso, sintoma do impasse que pode ser expresso numa pergunta que orienta este livro: onde está o povo na "Canção do exílio"? Por que Gonçalves Dias esboça um país-paisagem, dominado por sabiás e palmeiras, sem nenhuma alusão a Palmares?Responder a essas questões é o propósito de Exílio como forma: Gonçalves Dias e o dilema brasileiro.

Dados

Título: Exílio Como Forma: Gonçalves Dias E O Dilema Brasileiro

ISBN: 9786559286454

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 21 x 1

Páginas: 176

Ano copyright: 2025

Ano de edição: 2025

Edição:

Participantes

Autor: Joao Cezar de Castro Rocha

Autor

JOAO CEZAR DE CASTRO ROCHA

João Cezar de Castro Rocha é professor titular de Literatura Comparada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É doutor em Letras pela mesma universidade e em Literatura Comparada pela Stanford University. Como acadêmico, é Pesquisador 1B (CNPq), Cientista do Nosso Estado (FAPERJ) e Procientista (UERJ). Foi Presidente da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC, 2016-2017). Na esfera pública, possui intensa participação na mídia progressista e é colunista da Revista Liberta, e também comentarista dos programas N1 e N2, do Instituto Conhecimento Liberta (ICL). Seu trabalho foi traduzido para o inglês, mandarim, espanhol, francês, italiano e alemão. É autor de 16 livros e organizador de mais de 30 títulos. Seus próximos lançamentos são A era de Ricardo III. Memórias do subsolo: guerra cultural como método (Autêntica, 2026) e Minimanual do guerrilheiro digital (Autêntica, no prelo).