Pssica

Autor: Edyr Augusto
Editora: Boitempo

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Sinopse

Após grande sucesso na França – onde teve três livros traduzidos –, o paraense Edyr Augusto lança um novo romance noir de tirar o fôlego. Em Pssica, que na gíria regional quer dizer “azar”, maldição, a narrativa se desdobra em torno do tráfico de mulheres.Uma adolescente é raptada no centro de Belém do Pará e vendida como escrava branca para casas de show e prostituição em Caiena. Um imigrante angolano vai parar em Curralinho, no Marajó, onde monta uma pequena mercearia, que é atacada por ratos d'água (ladrões que roubam mercadorias das embarcações, os piratas da Amazônia) e, em seguida, entra em uma busca frenética para vingar a esposa assassinada. Entre os assaltantes está um garoto que logo assumirá a chefia do grupo. Esses três personagens se encontram em Breves, outra cidade do Marajó, e depois voltam a estar próximos em Caiena, capital da Guiana Francesa, em uma vertiginosa jornada de sexo, roubo, garimpo, drogas e assassinatos. “Desse horror acelerado ao máximo brota uma estranha poesia. Isso ocorre, talvez, porque o motor do texto é silencioso e eficiente. Os personagens nunca deixam de ter uma desejável ambiguidade. Vítimas e bandidos se confundem à medida que suas paixões, sofrimentos e crueldades convergem para uma série de acertos de contas, desencontros, fins abruptos. Mesmo nos picos de maldade, seus destinos evocam tristeza, quando não uma incômoda empatia”, diz Daniel Galera no texto de orelha de Pssica.

Dados

Título: Pssica

ISBN: 9788575594469

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 21

Páginas: 96

Ano copyright: 2015

Ano de edição: 2015

Edição:

Participantes

Autor: Edyr Augusto

Autor

EDYR AUGUSTO

Edyr Augusto Proença é um escritor e jornalista paraense, vencedor do prêmio Caméléon. Nascido em Belém, em 1954, inicia sua carreira como dramaturgo no final dos anos 1970. Escritor e diretor de teatro, Edyr trabalhou como radialista, redator publicitário, autor de jingles além de produzir poesia e crônicas. Filho do escritor e radialista Edyr de Paiva Proença, sua estreia como romancista se dá em 1998, com a publicação de Os éguas. Quadro desolador da metrópole amazonense, o "thriller regionalista" mergulha no ritmo frenético da decadência e da violência urbana. Muito apegado à sua região do Pará, Edyr Augusto ancora lá todas as suas narrativas. Em 2001 lança Moscow, seu segundo romance, seguido de Casa de caba, em 2004. Em 2012 lançou Selva Concreta. Os thrillers escritos por Edyr Augusto são conhecidos por representarem o que há de mais interessante na literatura contemporânea paraense, mas com temas identificáveis em qualquer cenário urbano. Sua linguagem é coloquial, típica da região, compondo um retrato perfeito da oralidade local. A temática urbana, com uma trama de suspense que se desenrola por bares, botecos, restaurantes, delegacias, clubes e motéis, ecoa a tradição policialesca noir. É nesse encontro que se configura o estilo singluar da obra de Edyr Augusto.