Diarios de viagem

Autor: Walter Benjamin
Editora: Assirio & Alvim

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Sinopse

Poucas vezes nos perguntamos onde estava, e em que condições vivia e pensava Walter Benjamin quando escreve este ou aquele texto, dos muitos que se podem ler nesta edição das suas Obras. É desse substrato biográfico, material e existencial da sua escrita que dão conta os Diários de Viagem incluídos neste oitavo volume. Esses diários são, juntamente com a correspondência que os acompanha, documentos importantes para conhecer melhor este pensador sem casa que viveu e escreveu em estado permanente de viagem, ou de exílio, não apenas como circunstância imposta de fora (como aconteceria nos anos trinta), mas como condição necessária, a do apelo do longe e do diferente que alimenta as derivas da vida e do pensamento, num movimento centrífugo constante, a partir da Berlim natal. Disso dão conta os diários incluídos neste volume, testemunhos vivos das deambulações de Walter Benjamin entre 1912 e 1938

Dados

Título: Diarios De Viagem

ISBN: 9789723722130

Idioma: Português (PT)

Encadernação: Brochura

Páginas: 408

Ano copyright: 2022

Ano de edição: 2022

Edição:

Participantes

Autor: Walter Benjamin

Autor

WALTER BENJAMIN

Walter Bendix Schönflies Benjamin, filósofo e crítico literário, nasceu em Berlim em 1892 e se suicidou em 1940, na fronteira da França com a Espanha, durante uma tentativa de fuga dos nazistas. A rejeição de sua tese de habilitação, “A origem do drama barroco alemão”, o impediu de exercer a docência universitária na Alemanha. A partir de 1924 descobriu o marxismo, através da obra de Lukács, e se tornou simpatizante do movimento comunista. Foi associado à Escola de Frankfurt, o Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt, criado em 1923, e seus principais escritos versam sobre o materialismo histórico, a estética e a arte, o idealismo alemão e, de maneira geral, o marxismo ocidental. Em seus ensaios, combina referências literárias e artísticas com filosofia e sociologia. Em 1933, com a tomada do poder dos nazistas, exilou-se na França. Foi amigo e correspondente de Theodor Adorno, Max Horkheimer, Gershom Scholem, Bertolt Brecht e Hannah Arendt. Seu último escrito, as Teses sobre o conceito de história, de 1940, associa o materialismo histórico ao messianismo revolucionário. Sua obra, de caráter fragmentário e ensaístico, foi parcialmente publicada em coletâneas no Brasil, incluindo Passagens (2006) e três volumes de Obras escolhidas: Magia e técnica, arte e política (1985), Rua de mão única (1987) e Charles Baudelaire, um lírico no auge do capitalismo (1989).