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Autor: Mariano Horenstein
Editora: QUINA EDITORA
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Podemos dizer que a estrangeiridade é mais do que simples contingência histórica para a psicanálise. É seu traço constitutivo, irredutível, ainda que por vezes esquecido. A psicanálise nasceu estrangeira e só encontra sua legitimidade quando preserva essa condição.É essa constatação que mobiliza os textos interdisciplinares deste livro. De saída, Horenstein recorre a um neologismo russo – ostranenie – que já em sua grafia materializa, para nós, aquilo que será enunciado: o estranhamento como princípio. Tornar estranho o familiar, escutar a própria língua como um estrangeiro, ocupar na cidade o lugar do meteco grego, nem dentro nem fora, nunca inteiramente assimilado: tais são os objetivos da psicanálise, que ameaçam se perder quando ela se normatiza.O livro percorre territórios inesperados para um ensaio psicanalítico, como a tabela periódica de Mendeleiev e seus espaços vazios, a arte postal de Eugenio Dittborn, as teias colaborativas de Tomás Saraceno, o terroir das vinícolas, a geopolítica do saber analítico. Em cada um desses desvios, o argumento se reitera: a psicanálise só preserva sua força quando se reconhece como corpo estranho, marginal e inassimilável ao lugar onde é praticada; uma tese especialmente cara para nós, latino-americanos.Escrito entre duas viagens, O divã e a bússola interessa não apenas a quem pratica ou deseja praticar a psicanálise, mas principalmente ao leitor que percebe em si mesmo algo da condição estrangeira.
Título: O divã e a bússola: a psicanálise e sua necessária estrangeiridade
ISBN: 9786583140128
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,5 x 20 x 1,5
Páginas: 224
Ano copyright: 2026
Coleção:
Ano de edição: 2026
Edição: 1ª
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Julián Fucks (São Paulo, 1981) é escritor e tradutor. Doutor em literatura pela USP, publicou, entre outros, Histórias de literatura e cegueira (2007), Procura do romance (2012), finalista do prêmio Portugal Telecom, e A resistência (2015), sobre o drama social e político de uma família argentina exilada durante a ditadura de 1976, que levou o Prêmio Jabuti na categoria romance. Foi eleito pela revista Granta (nº 121, 2012) um dos vinte melhores escritores brasileiros com menos de 40 anos.