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Um dos maiores teóricos da atualidade, Zygmunt Bauman completa 80 anos no dia 15 de novembro. A festa no Brasil acontece com o lançamento de Identidade, que volta a uma questão central do pensamento do sociólogo em seus últimos livros: no mundo de hoje, qual é o espaço do eu e do outro? Qual é a medida da liberdade individual? E do respeito ao próximo, com todas as suas diferenças? É possível construir uma identidade sem levar a alteridade – o outro – em conta? A sobrevivência de um Estado-nação moderno pode se afirmar na falência ou na negação de outros estados?Nessa entrevista que concedeu ao jornalista italiano Benedetto Vecchi, Bauman mostra como a identidade se tornou um conceito-chave para o entendimento da vida social na era da modernidade líquida – termo que ele cunhou para falar do esgarçamento das relações na atualidade. Segundo Bauman, à medida que nos deparamos com as incertezas e as inseguranças da modernidade líquida, nossas identidades sociais, culturais, profissionais, religiosas e sexuais sofrem um processo de transformação contínua. Isso nos leva a buscar relações transitórias e fugazes e faz com que soframos as angústias inerentes a essa situação.A confusão atinge os valores, mas também as relações afetivas: Estar em movimento não é mais uma escolha: agora se tornou um requisito indispensável, afirma Bauman. Identidade é um retrato da vida na contemporaneidade.
Título: Identidade
ISBN: 9788571108899
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 112
Ano copyright: 2004
Coleção:
Ano de edição: 2005
Edição: 1ª
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Zygmunt Bauman nasceu em 1925, na Polônia. Sociólogo, iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde teve artigos e livros censurados e em 1968 foi afastado da universidade. Logo em seguida emigrou da Polônia, reconstruindo sua carreira no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular da Universidade de Leeds, cargo que ocupou por vinte anos. Responsável por uma prodigiosa produção intelectual, recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, por sua obra Modernidade e Holocausto) e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra). Professor emérito das universidades de Varsóvia e Leeds, tem mais de trinta livros publicados no Brasil, com enorme sucesso de público, dentre os quais destacam-se Amor Líquido, Globalização: as Consequências Humanas e Vidas Desperdiçadas. Zygmunt Bauman morreu em 9 de janeiro de 2017, em Leeds, na Inglaterra, aos 91 anos.