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Antiterapias é, antes de tudo, um diálogo com a literatura. O personagem central mistura suas histórias de vida a referências literárias escondidas incorporadas ao falar de si, de suas memórias. Partindo do contexto judaico, da frase Borgiana que a história tivesse copiado a história já era suficientemente assombroso, que a história copiasse a literatura era inconcebível e sempre acompanhado pelo livro de Philip Roth, Complexo de Portnoy, o texto discute a inserção de qualquer estrangeiro em uma comunidade. Com frases curtas, de não raramente apenas uma palavra, o livro desperta no leitor imagens, sensações e questionamentos, além de promover uma discussão sobre o problema do plágio literário. Testemunho, memória, masturbação, ficção, História, Cabala, Bíblia e literatura se embaralham e permeiam a biografia de um jovem judeu em busca do seu lugar face à Diáspora e aos guetos na contemporaneidade. Perseguido pelo dibouk (demônio) e em busca da mulher, o personagem narra sua vida, encontros e desencontros repletos de ironia, iconoclastia, citações e plágios literários desde a tenra infância até seus trinta e três anos. Em tom muitas vezes poético e profético e em outras vulgar e leviano, o autor descreve momentos vividos e dogmas enfrentados no colégio, nas relações familiares, sentimentais e sociais. Através de suas memórias e invenções, o personagem procura se inserir na Literatura, seja ela histórica, seja ela fantástica. Escrito em primeira pessoa, o livro pode ser lido também como uma sessão de psicanálise em que o personagem principal tenta se desvencilhar das amarras e máscaras judaicas. Critica a religiosidade como única forma de ser judeu. Num diálogo contraditório com a voz do narrador, constrói outra história dentro da história sugerindo uma perseguição a um dos mais cruéis nazistas foragidos da 2ª Guerra, Martin Bormann.
Título: Antiterapias
ISBN: 9788589044752
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 216
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2014
Edição: 2ª
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Legenda:
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Autor: Jacques Fux
Jacques Fux (Belo Horizonte, 1977) é formado em matemática, mestre em computação, doutor e pós-doutor em literatura. Estreou na literatura com Antiterapias (2012), que obteve o Prêmio São Paulo de 2013. O romance Meshugá (2016), reinventa a vida e a obra de nomes como a filósofa Sarah Kofman e o cineasta Woody Allen para explorar temas como a loucura, a identidade judaica e os limites da ficção. Foi pesquisador visitante na Universidade de Harvard e também publica ensaios, entre eles, Literatura e matemática (2016), finalista do Prêmio APCA.