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Como a prosa, cada poema de Charles Bukowski corta como aço de navalha. Ele expõe as vísceras da realidade, revolve o cotidiano, e, de onde nem se pensa que sairá um poema, brotam versos de pura genialidade. Algo como um saxofone gemendo na noite fria. As ruas molhadas refletindo o brilho feérico do neon. Fantasmas da madrugada buscam um gole da bebida mais forte que encontrarem. Bares fechando, a luz amarelada, o odor acre de suor misturado com álcool e muito tabaco. Poucos souberam, como Charles Bukowski, arrancar versos de quartos sórdidos de hotel, becos imundos, mulheres de todas as formas, bocas vermelhas demais, madrugadas longas, solitárias. É o bepop dos marginalizados, dos perdedores, pensadores de sarjeta, filósofos encharcados de uísque vagabundo.
Título: O amor e um cao dos diabos
ISBN: 9788525420398
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 10,7 x 17,7
Páginas: 304
Ano copyright: 1977
Coleção:
Ano de edição: 2010
Edição: 1ª
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Charles Bukowski, poeta, contista e romancista, nascido como Heinrich Karl Bukowski, emigrou com seus pais da Alemanha para os Estados Unidos em 1923. É um dos escritores norte-americanos mais influentes do século XX e símbolo da literatura independente. Aos 35 anos, uma úlcera hemorrágica quase o levou à morte. Ao sair do hospital, começou a escrever poemas e breves relatos sobre os seres e ambientes sórdidos que conhecia tão bem. Em 1969, o editor John Martin, da Black Sparrow Press, ofereceu-lhe pagar os cem dólares mensais que ganhava no Correio, único emprego estável de sua vida, se ele dedicasse seu tempo todo a escrever. Bukowski, com quarenta e nove anos, aceitou, e em menos de um mês terminou seu primeiro romance, Cartas na rua, ao qual seguiram-se cinco outros. Seus contos estão reunidos em uma dezena de volumes e seus poemas em cerca de quarenta. Morreu de leucemia aos setenta e três anos, pouco depois de terminar o romance Pulp.