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Autor: Aluisio de Azevedo
Editora: Zahar
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E se Bertoleza fosse a verdadeira e legítima dona d’O Cortiço, de Aluísio Azevedo? Com apresentação de Lilia Guerra, uma das grandes vozes da literatura contemporânea, esta edição é um convite à releitura de um dos clássicos brasileiros a partir da vida das mulheres negrasPublicado em 1890, O cortiço, de Aluísio Azevedo, é um marco na literatura brasileira ao retratar toda uma coletividade até então largamente ignorada como protagonista de seus dramas: lavadeiras, pedreiros, prostitutas, cozinheiras, capoeiras, imigrantes, que se amontoam na habitação coletiva comandada pelo português João Romão e mantida às custas da exploração do trabalho da ex-escravizada Bertoleza. Marco da estética naturalista, em que a literatura se transformava num campo de análise da sociedade a partir do meio, da hereditariedade e da biologia, o romance escancara como a preocupação com os rumos da sociedade brasileira na segunda metade do século XIX se traduzia numa preocupação com o destino e o (não) lugar da população negra numa nação que mirava no embranquecimento como forma de progresso.Controverso e perturbador, O cortiço, como todo clássico, não deixa de ser capaz de produzir novas perguntas. Assim, inspirados por Lilia Guerra, somos levados a reler a obra com uma pergunta que parecia até então impensável e impossível: o que Bertoleza conquistaria se fosse livre? Neste convite à imaginação, Bertoleza pode ser a dona do barraco, do cortiço e, principalmente, da liberdade que lhe foi roubada.
Título: O Cortiço
ISBN: 9786584952492
Idioma: Português
Encadernação: Capa dura
Formato: 12,5 x 17,7 x 2,5
Páginas: 400
Ano copyright:
Coleção: Classicos Zahar
Ano de edição: 2026
Edição: 1ª
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Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
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Lilia Guerra nasceu em São Paulo, em 1976. Prosadora, publicou em 2014 seu primeiro livro, Amor avenida (reeditado pela editora Patuá, 2022). É autora da compilação de contos Perifobia (Todavia, 2025), finalista do Prêmio Rio de Literatura, do romance Rua do Larguinho (Patuá, 2021), da coletânea Crônicas para colorir a cidade (Patuá, 2022) e da coleção de três volumes Novelas que escrevi para o rádio (Patuá, 2022). Em 2023, foi contemplada com o Prêmio Carolina Maria de Jesus pelo livro de contos Cavaco do ofício, ainda inédito, e, em 2024, seu romance mais recente, O céu para os bastardos (Todavia, 2023), foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Além de escritora, também é auxiliar de enfermagem, atuando no Sistema Único de Saúde (SUS), e trabalha na promoção de ações de incentivo à leitura e à escrita, sobretudo nas periferias da cidade de São Paulo.